- John Cannon, repórter da Mongabay, enfatiza que jornalismo baseado em evidências é central para conectar ciência de conservação à vida das pessoas e buscar melhorias reais.
- Formado em biologia pela Ohio State University e com mestrado em escrita científica pela Universidade da Califórnia, Santa Cruz, ele atua globalmente e já foi voluntário do Peace Corps no Níger.
- Atualmente na Califórnia, trabalha na Mongabay desde 2014 (tempo integral desde 2016) e já colaborou com veículos como New Scientist, Slate e NPR, além de participar de programas na BBC.
- Uma de suas reportagens de maior impacto trata do projeto de crédito de carbono em Sabah, Malásia, que envolveu comunidades indígenas e gerou debates, investigações da ONU e mudanças de posição de líderes locais.
- Entre temas que destacam seu trabalho, Cannon cita histórias sobre baleias-jorobadas e avanços em práticas pesqueiras sem cordas, reforçando a necessidade de transformar a prática pesqueira e políticas públicas com base científica.
John Cannon, jornalista dedicado à cobertura ambiental, atua na Mongabay desde 2014 e tornou-se colaborador em tempo integral em 2016. Seu trabalho foca em conectar ciência de conservação com a vida cotidiana das pessoas afetadas pelas crises climáticas e pela perda de biodiversidade, sempre com base em evidências.
Com formação em biologia pela Ohio State University e pós-graduação em escrita científica pela University of California, Santa Cruz, ele já reportou de diversos países na África, Ásia e América Latina. Também foi voluntário do Peace Corps no Níger, experiência que molda seu olhar sobre temas locais e globais.
Cannon reside hoje na Califórnia, acompanhado pela esposa e dois gatos, adotados durante o período em Gaza. Entre atividades profissionais e atividades ao ar livre, como mountain bike e trilhas, ele já percorreu o Caminho de Santiago na Espanha e o Pacific Crest Trail pela América do Norte.
A entrevista e a atuação profissional
Em conversa com a Mongabay, Cannon destaca a necessidade de reportagens baseadas em evidências para esclarecer temas complexos como mudanças climáticas, recursos naturais e políticas públicas. Ele ressalta que a imprensa pode criar espaço para o debate público, mesmo entre opiniões divergentes.
O repórter também enfatiza que o ritmo da reportagem envolve ouvir comunidades e especialistas, buscando mostrar como as escolhas econômicas e políticas impactam a floresta, a terra e a vida das pessoas. O objetivo é ilustrar a interdependência entre atores locais e globais.
Entre os projetos de maior impacto, Cannon cita a cobertura de um acordo de créditos de carbono em Sabah, na Borneo, revelado entre 2021 e 2024. A investigação ajudou a expor falta de transparência e impactos sobre comunidades indígenas, contribuindo para respostas de líderes locais e para investigações da ONU.
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