- O plano da Escócia para instalar bombas de calor é considerado “demasiado lento” por assessores independentes de mudança climática.
- O governo propôs ampliar a instalação até 2035, com a maioria concluída por volta de 2045.
- O Comitê de Mudanças Climáticas classifica o cronograma como ambicioso de menos e aponta riscos para a cadeia de suprimentos.
- A secretária de Ação Climática, Gillian Martin, disse que feedback e consulta pública vão orientar a versão final do plano.
- O presidente do comitê, Nigel Topping, afirmou que o governo tem poderes para reduzir emissões, desde que aja agora, destacando o papel do aquecimento de baixo carbono.
O comitê independente de mudança climática considerou que o plano do governo da Escócia para instalar mais bombas de calor em residências é insuficiente e arriscado para a cadeia de suprimentos. O anúncio ocorre enquanto as autoridades trabalham para definir a versão final do plano de mudanças climáticas.
Segundo o CCC, a estratégia mantém um cronograma de expansão apenas a partir de 2035, com a grande maioria das instalações prevista para ocorrer na década seguinte. A avaliação aponta que esse ritmo é ambicioso demais para a atual capacidade de fornecimento e logística.
Gillian Martin, secretária de Ação Climática, afirmou que o governo considerará o feedback da avaliação e os resultados de consulta pública na versão final do plano. A orientação do CCC reforça a necessidade de ação imediata para reduzir emissões.
Avaliação do CCC e reação
O presidente do comitê, Nigel Topping, disse que o governo tem poderes para alcançar boa parte das reduções de emissões, desde que tome medidas já. Ele destacou que a transição para aquecimento de baixo carbono depende de cadeias de suprimento ágeis e que o atraso atual é problemático.
Topping acrescentou que o aquecimento doméstico de baixo carbono é parte central da transição climática da Escócia e que os próximos anos serão decisivos para as cadeias de suprimento. O plano atual é visto como lento e com atraso para evitar um atraso no fim da década de 2030.
O público também recebeu retorno positivo sobre o crescimento da infraestrutura de recarga para veículos elétricos, que já atingiu a meta de 6 mil pontos de carregamento em 2026, dois anos antes do previsto. No entanto, a distribuição regional continua desigual e há espaço para melhoria na satisfação dos usuários.
Outras áreas e críticas
Em meio às avaliações, há críticas à gestão de financiamento de conservação de habitats, como florestas e turfeiras, que atuam na absorção de CO2. Questiona-se a incerteza causada por fontes de financiamento interrompidas, o que pode prejudicar a cadeia de fornecimento ambiental.
A WWF Scotland afirmou que as autoridades precisam aprimorar seriamente seus planos para torná-los credíveis. O diretor Lang Banks enfatizou que atrasos ampliam a crise climática e atrasam benefícios econômicos, como reduções de custo de energia e melhoria da qualidade do ar.
O relatório também menciona o impacto de cortes no orçamento de restauração da natureza em 2024, utilizados para pagar reajustes salariais locais, que resultaram na destruição de milhões de mudas e na administração de viveiros. O texto reforça a necessidade de planejamento estável para projetos ambientais.
Panorama político e próximos passos
A Escócia já adiou o compromisso de apresentar legislação de descarbonização de aquecimento até o próximo mandato, caso o governo continue no poder. A secretária Martin reiterou que o rascunho do plano, publicado em novembro, traz mais de 150 ações e detalha oportunidades da transição para o net zero, incluindo empregos, infraestrutura e serviços públicos.
Entre na conversa da comunidade