- México é considerado um país megadiverso, com grande riqueza de mamíferos e répteis, e usos tradicionais de plantas, mas enfrenta desafios como desmatamento, extração e escassez hídrica.
- O governo aumenta áreas protegidas para 95 milhões de hectares até o fim de 2024, buscando chegar a 30% de terra e água conservadas até 2030.
- O Mex30x30, criado para gerenciar áreas protegidas, recebeu quase 17 milhões de dólares em 2024, financiado pelo Global Biodiversity Framework Fund (GBF Fund).
- O GBF Fund pretende captar recursos de países ricos para apoiar o Sul Global, mas, até 2025, houve apenas centenas de milhões de dólares mobilizados, aquém da meta anual de centenas de bilhões.
- Especialistas destacam a necessidade de combinar abordagens baseadas em espécies com estratégias de ecossistema e de aumentar o financiamento doméstico para ampliar resultados reais na conservação.
México busca proteger biodiversidade de alto nível, mas enfrenta financimento insuficiente para cumprir metas globais. O país tem biomas diversos, desde desertos até manguezais, com forte riqueza de mamíferos e répteis, segundo reportagem recente.
O governo ampliou áreas protegidas para 95 milhões de hectares, equivalente a 14% do território, com a meta de chegar a 30% até 2030. O projeto Mex30x30 junta CONANP, Conservation International e FMCN para gerir esse patrimônio.
Em 2024, Mex30x30 recebeu quase 17 milhões de dólares para gestão de áreas protegidas, financiado pelo GBF Fund, destinado a cumprir o marco Kunming-Montreal. O Fundo visa canalizar recursos para países em desenvolvimento.
O GBF Fund busca atrair recursos de nações ricas e do setor privado para apoiar a implementação de metas da Convenção sobre Diversidade Biológica. Entre as metas está conservar 30% de terras, águas e mares até a próxima década.
Resultados iniciais do GBF Fund já começaram a aparecer, segundo autoridades e especialistas. Em 2024, além de México, houve apoio a projetos no Brasil e em Gabão; em 2025, o fundo destinou mais recursos para novas iniciativas.
A nível global, espécies silvestres sofrem com perda de habitat, caça e doenças. O relatório Living Planet 2024 aponta queda de 73% na abundância desde 1970. Financiamento estimado para reverter o quadro é de cerca de 700 bilhões de dólares anuais.
A Agenda 2030 da GBF prevê fluxos financeiros significativos, com metas de 20 bilhões de dólares anuais para países menos desenvolvidos até 2025 e 30 bilhões até 2030. Ainda assim, compromissos totais do GBF somam 386 milhões de dólares até 2025.
Especialistas destacam que o financiamento internacional precisa estimular o gasto doméstico em conservação. A maior parte dos recursos para biodiversidade em países em desenvolvimento vem de orçamentos nacionais.
O GBF Fund é visto como instrumento para demonstrar resultados e atrair mais investimentos domésticos. Avaliações indicam que 62 projetos em 71 países já estão em andamento e 29% do funding apoia povos e comunidades tradicionais.
Por outro lado, há críticas à governança do GBF Fund e ao papel do GEF, órgão gestor. Alguns países defendem mecanismos mais transparentes e inclusivos, sem favorecimentos a interesses de nações desenvolvidas.
A comunidade científica ressalta a necessidade de uma abordagem funcional da conservação, aliando espécies a ecossistemas. A visão é que a natureza contribui para saúde, água, ar limpo e bem-estar, não apenas para a economia.
Em termos de impactos, estudos indicam que grandes somas ainda precisam ser canalizadas para reverter danos ecológicos. Em pesquisa recente, especialistas defendem remunerações públicas para serviços ecossistêmicos como educação, saúde e infraestrutura.
Em suma, México avança com Mex30x30, buscando ampliar áreas protegidas e consolidar ações locais. Contudo, a efetividade depende de aumento de financiamento e coordenação entre governo, comunidades indígenas e parceiros internacionais.
Fontes destacadas pela reportagem incluem Mongabay, o Global Biodiversity Framework Fund, o Global Environment Facility e análises de especialistas em economia ambiental.
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