- Década após o Acordo de Paris: 2025 está entre os três anos mais quentes já registrados; o planeta continua aquecendo e o gelo do Ártico, os frutos do oceano e o nível do mar atingem novos limites.
- Emissões de combustíveis fósseis devem chegar a 38,1 bilhões de toneladas de CO₂ em 2025, com aumento de 1,1% no próximo ano; concentrações de CO₂, metano e óxido nitroso em máximas históricas.
- Ainda há espaço para cerca de 170 bilhões de toneladas de CO₂, o suficiente para aproximadamente quatro anos de emissões atuais, se a meta de 1,5°C for mantida.
- Ártico registra aquecimento rápido: o período outubro de 2024 a setembro de 2025 foi o mais quente desde 1900; a cobertura de gelo marinho atingiu mínimo histórico em março de 2025.
- Oceanos absorveram calor recorde em 2025; os níveis do mar devem subir entre 0,20 e 0,29 metro até 2050 em relação a 1995–2014.
Após a conclusão de dez anos desde o Acordo de Paris, dados climáticos recém-divulgados indicam aceleração do aquecimento global. Em 2025, o mundo figura entre os três anos mais quentes já registrados, com novos patamares de gelo, calor oceânico e níveis do mar.
Segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO), concentrações de CO2, metano e óxido nitroso atingem recordes, impulsionando o aquecimento observado entre 2023 e 2025. Em linha com o Global Carbon Budget, as emissões globais de CO2 derivadas de combustíveis fósseis devem alcançar 38,1 bilhões de toneladas em 2025.
O orçamento indica aumento de 1,1% nas emissões de 2025, elevando as concentrações atmosféricas de CO2 cerca de 52% acima dos níveis pré-industriais. A conclusão aponta que restam aproximadamente 170 bilhões de toneladas de CO2 para manter o aquecimento abaixo de 1,5°C.
Em termos regionais, as projeções apontam alta de emissões na China, Índia, EUA e União Europeia, com queda prevista no Japão. Um levantamento baseado em dados de 2024 mostra padrões diversos entre países na intensidade de CO2.
A temperatura de 2025, segundo o NASA Goddard Institute for Space Studies (GISS), ficou 1,19°C acima da média de 1951-1980. A WMO estima 1,44°C acima do nível pré-industrial, situando 2025 entre os anos mais quentes já computados em quase 176 anos de registros.
Entre os polos, o NOAA aponta que outubro de 2024 a setembro de 2025 foi o mais quente desde 1900. O recuo de gelo marinho no Ártico atingiu o mínimo de inverno já registrado em março de 2025, com cerca de 14,47 milhões de km².
Nos oceanos, 2025 registrou recorde de calor acumulado na camada superior, conforme NOAA e Berkeley Earth. O nível do mar segue em alta, com projeção do IPCC entre 0,20 e 0,29 metro até 2050, em relação ao período 1995-2014.
Profissionais gap de dados reforçam que, apesar de avanços em energias renováveis, o consumo de fósseis mantém o ritmo de expansão. Observadores destacam a necessidade de acelerar políticas climáticas para reduzir emissões e evitar picos adicionais de temperatura.
As informações fazem parte de análises de mais de 130 cientistas, reunidas para avaliar a década desde o acordo de Paris. Os conjuntos de dados envolvem agências como WMO, NASA, NOAA e parceiros internacionais.
Entre na conversa da comunidade