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Bióloga encontra na Caatinga seu campo de atuação científico

Ariane Ferreira atua na Caatinga, monitorando o periquito cara-suja e fortalecendo a reintrodução da espécie, evidenciando protagonismo feminino na ciência

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • Ariane Ferreira, bióloga e analista de projetos socioambientais da Associação Caatinga, atua na conservação da biodiversidade no semiárido brasileiro, especialmente na Serra das Almas entre Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI).
  • Monitora o periquito cara-suja (Pyrrhura griseipectus), espécie ameaçada que voltou a habitar a região após mais de cem anos, graças ao projeto Refaunar Arvorar (parceria entre a Associação Caatinga, a ONG Aquasis e o Parque Arvorar).
  • O trabalho de campo envolve observação detalhada de alimentação, mapeamento de deslocamento das aves e integração com a equipe de guarda-parques para o sucesso da ação.
  • Natural de São José (SC) e formada pela Universidade Federal de Santa Catarina, Ariane teve experiência em Curaçá (BA) com a reintrodução da ararinha-azul e participou do censo na Serra de Baturité, em 2024, consolidando sua atuação na Serra das Almas.
  • A profissional inspira futuras gerações de mulheres na ciência, encorajando apoio entre colegas e ressaltando que a ciência é um espaço para todas.

Ariane Ferreira é Bióloga e analista de projetos socioambientais na Associação Caatinga. Ela atua pela conservação da biodiversidade do semiárido brasileiro, com atuação direta na Reserva Natural Serra das Almas, entre Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI). O trabalho envolve monitoramento do periquito cara-suja, espécie ameaçada que voltou a ocupar a região após mais de cem anos. A iniciativa Refaunar Arvorar viabiliza a reintrodução da ave em parceria entre a Associação Caatinga, a ONG Aquasis e o Parque Arvorar.

A rotina de campo exige observação detalhada, desde alimentação até deslocamento das aves. O sucesso depende da integração com a equipe de guarda-parques, destacando que o trabalho é coletivo, baseando-se em observação compartilhada e acompanhamento contínuo dos cara-sujas. Ariane reforça a importância do trabalho em equipe para a conservação.

Natural de São José (SC) e formada pela UFSC, Ariane transformou o interesse infantil por animais em vocação científica por meio de vivências práticas e voluntariado em ornitologia. A atuação ganhou consistência em Curaçá (BA), onde coordenou a reintrodução da ararinha-azul e liderou equipes formadas por moradores locais. Em 2024 participou do censo do periquito cara-suja na Serra de Baturité.

Desde então, consolidou atuação na Serra das Almas, enfrentando desafios logísticos típicos de monitoramento de deslocamento de aves. As longas jornadas de campo costumam se estender após o pôr do sol para organização de dados. Ela busca inspirar novas gerações de mulheres na ciência.

Para meninas que desejam ingressar na ciência, Ariane orienta que o medo existe, mas não pode paralisar. Ela incentiva buscar apoio entre mulheres da área, conversar, pedir ajuda e não desistir, ressaltando que a ciência é um espaço inclusivo.

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