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MP solicita exumação do cão Orelha e novas diligências no caso

MP pede exumação do cão Orelha e novas diligências para esclarecer a morte na Praia Brava; inquérito indica coação e indiciamentos de três adultos e um adolescente

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O cachorro Orelha morreu após ser vítima de agressões na Praia Brava, em Florianópolis. Créditos: Reprodução/@floripa_estacomvcorelha, @peachzmilk
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  • O Ministério Público de Santa Catarina pediu a exumação do corpo do cão Orelha e novas diligências no caso da morte dele na Praia Brava, em Florianópolis, após avaliação do inquérito policial.
  • O inquérito, concluído na semana passada, resultou na internação de um adolescente suspeito de ter causado as agressões e no indiciamento de três adultos por coação.
  • Não há imagens nem testemunhas do momento exato da agressão; laudo indireto aponta que a morte ocorreu por golpe na cabeça com objeto contundente.
  • O MP solicitou novos depoimentos e aprofundamento de diligências relacionadas a quatro boletins de ocorrência, além de vídeos sobre atos infracionais e registros envolvendo cães; a exumação da vítima também foi requisitada, se viável.
  • Após cumprir as diligências, a Polícia Civil deve devolver o inquérito ao Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia.

O Ministério Público de Santa Catarina solicitou a exumação do corpo do cão Orelha e novas diligências no caso que resultou na morte do animal na Praia Brava, em Florianópolis. A medida foi apresentada nesta terça-feira, 10, após avaliação do inquérito policial e dos boletins de ocorrência.

O inquérito, concluído na semana anterior, indicou a possível participação de um adolescente, com pedidos de internação. Três adultos foram indiciados pela Polícia Civil por suspeita de coação durante o processo, cuja pena pode chegar a quatro anos de prisão.

Segundo a polícia, não há imagens ou testemunhas do momento exato da agressão. Um laudo veterinário aponta que a morte ocorreu por golpe contundente na cabeça. O MP pediu depoimentos adicionais para esclarecer eventuais atos de coação e pediu a análise de quatro boletins de ocorrência.

Novas diligências e exumação

Entre os pedidos do MP está a juntada de vídeos sobre atos infracionais e registros envolvendo cães. A exumação do corpo de Orelha é apresentada, se viável, para uma perícia direta. Após cumprir as diligências, a Polícia Civil deverá devolver o inquérito ao Ministério Público, que decidirá sobre eventual denúncia.

A versão da polícia aponta que Orelha foi agredido na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta de 5h30, na Praia Brava. Laudos apontam pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por chute ou objeto duro, como madeira ou garrafa. No dia seguinte, o animal foi levado a uma clínica veterinária, onde não resistiu.

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