- O estudo comparou ações ambientais apresentadas de forma positiva (“faça mais o bem”) e de forma negativa (“faça menos o mal”) com 779 participantes.
- Em seguida, 770 pessoas participaram da repetição do experimento, que manteve o mesmo padrão de perguntas.
- Os participantes diziam estar mais propensos a adotar ações quando as mensagens eram positivas, e esperavam ficar mais felizes ao realizá-las.
- A exceção ocorreu com a ideia de reduzir a condução: framing positivo não aumentou o entusiasmo em reduzir o uso do carro.
- De modo geral, indicar o que as pessoas podem fazer — em vez do que devem deixar de fazer — facilita o engajamento e o comprometimento com ações climáticas.
O estudo aponta que a forma de apresentar ações ambientais pode influenciar a adesão a elas. Pesquisadores testaram mensagens positivas versus negativas sobre atitudes climáticas. Os resultados indicam maior probabilidade de ação quando o tema é apresentado de forma proativa.
A pesquisadora principal é Jade Radke, doutoranda da Universidade de British Columbia, no Canadá. A equipe revelou os dados via chamada de vídeo com participação de pesquisadores de outras instituições.
Foram realizadas duas rodadas de online com 779 participantes, que responderam a 15 ações ambientais. Metade recebeu mensagens de incentivo positivo, como aumentar o uso de produtos reutilizáveis duráveis.
A segunda metade viu mensagens que destacavam reduzir hábitos prejudiciais, como diminuir o uso de itens descartáveis. Os respondentes classificaram, em escala de 11 pontos, a probabilidade de agir e a satisfação esperada.
Framing positivo e adesão
Em média, as respostas mostraram maior probabilidade de adotar ações quando apresentadas como “faça mais o bem”. O mesmo ocorreu quanto à previsão de felicidade ao realizar as ações.
O experimento foi repetido com 770 novos participantes, mantendo o mesmo protocolo. O padrão de maior adesão permaneceu, exceto na comparação sobre dirigir menos.
Observação sobre dirigibilidade
Quando a ação é reduzir a condução, o efeito positivo não ampliou o entusiasmo. Radke sugere que muitos já não gostam de dirigir, o que reduz a receptividade a mensagens de aumento da carona.
Fora da exceção da direção, o estudo indica que indicar o que as pessoas podem fazer tende a estimular a ação mais do que indicar o que não fazer. A pesquisadora ressalta a importância de alternativas claras e práticas para facilitar a participação.
Radke considera essencial oferecer caminhos tangíveis que agreguem à vida das pessoas, em vez de apenas retirar opções. A ideia central é facilitar escolhas concretas que contribuam para o clima sem impor sacrifícios.
A pesquisa foi divulgada por meio de plataformas acadêmicas e, segundo a autora, pode orientar políticas de comunicação pública sobre mudanças de comportamento frente ao aquecimento global. Fonte: Mongabay.
Entre na conversa da comunidade