- Planos estão em estudo para reintroduzir o pelicano-dálmata, o maior pássaro já registrado na Grã-Bretanha, que se extinguiu no país na Idade Média.
- A empresa Nature restoration RESTORE trabalha avaliando áreas úmidas britânicas, como Norfolk Broads, marismas de Essex e Somerset Levels, para a possível reintrodução.
- O pelicano-dálmata pode ter envergadura de até três metros; estima-se entre 10 mil e 20 mil indivíduos no mundo, com a maior colônia em Lake Mikri Prespa, na Grécia.
- A extinção no Reino Unido ocorreu por drenagem de zonas úmidas e distúrbios causados por humanos; fósseis indicam que hoje eles eram comuns em Somerset, Norfolk, Cambridgeshire, Gloucestershire e Yorkshire.
- A Rewilding Britain afirma que apoiar o retorno pode estimular a restauração de habitats úmidos; especialistas veem os pelicanos como indicadores de gestão eficaz de áreas alagadas.
O maior pássaro que já habitou a Grã-Bretanha pode ter retorno aos ambientes úmidos do país. A ideia está em estudo para uma possível reintrodução da pelícano-dálmata, extinto na região na época medieval.
A iniciativa é conduzida pela empresa de restauração ambiental RESTORE, que realiza pesquisas para avaliar a viabilidade de abrigos aquáticos britânicos para a espécie. Os estudos contemplam áreas como os Norfolk Broads, pântanos de Essex e os Somerset Levels.
Plano de reintrodução e condições
Especialistas avaliam se a pelícano-dálmata pode prosperar diante de redes de wetlands bem conectados, peixes abundantes e locais de nidificação adequados. A espécie é uma das maiores aves voadoras da Europa, com envergadura que pode chegar a três metros.
A estimativa mundial aponta entre 10 mil e 20 mil pelícanos ainda vivos, com a maior colônia em Lago Mikri Prespa, na Grécia. O retorno podría estimular a restauração mais ampla de habitats úmidos no país.
Contexto histórico e benefícios esperados
Historicamente, a espécie era comum em Somerset, Norfolk, Cambridgeshire, Gloucestershire e Yorkshire, segundo registros fósseis. A extinção britânica decorreu da drenagem de áreas alagadas e de distúrbios humanos, além de o animal ter sido consumido como alimento pela população antiga.
O projeto destaca que a reintrodução pode servir como indicador da gestão de wetlands, refletindo o cuidado necessário para conservar esses ambientes. O movimento também envolve benefícios sociais, culturais e ecológicos.
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