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MPF pede bloqueio de R$ 1 bilhão da Vale por vazamentos em MG

MPF pede bloqueio de R$ 1 bilhão à Vale por vazamentos de água e sedimentos em minas de Ouro Preto e Congonhas, com suspensão de atividades e danos a rios

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Vazamento de água e lama causado pela Vale em Minas Gerais. Foto: Defesa Civil de Congonhas
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  • Ministério Público Federal solicita indenização de R$ 1 bilhão e a interrupção de atividades da Vale em Ouro Preto e Congonhas, Minas Gerais, devido a vazamentos de água e sedimentos.
  • Vazamento ocorreu em 25 de janeiro de 2026, com about 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos extravasados.
  • Danos ambientais atingiram córregos que alimentam o Rio Maranhão e o Rio Paraopeba; houve acúmulo de terra em pontos ao redor das áreas.
  • MPF sustenta que licença permitia depósito temporário de rejeitos, mas proibia construção de barragens na cava; afirma uso indevido de via de acesso como barragem.
  • Procuradores alegam atraso de cerca de 10 horas na comunicação do vazamento às autoridades; Vale ainda não foi notificada da ação.

O Ministério Público Federal ajuizou ação na sexta-feira (30) para que a Vale seja condenada a pagar uma indenização de 1 bilhão de reais por vazamentos de água e sedimentos em minas de Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais. A medida inclui ainda a suspensão das atividades nos locais até a eliminação dos riscos ambientais.

Segundo o MPF, cerca de 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos extravasaram em 25 de janeiro de 2026, atingindo córregos que alimentam o Rio Maranhão e o Rio Paraopeba. A defesa pública aponta danos ambientais significativos nessas áreas.

A fiscalização ambiental indicou falhas no sistema de drenagem das minas, com vazamento intenso de água com sedimentos. O acúmulo de terra atingiu o Rio Maranhão e os córregos Ponciana e Água Santa, conforme a visão do órgão.

Ainda de acordo com o MPF, a Vale possuía autorização para deposição de rejeitos, mas a licença proibia a construção de barragens dentro da cava. A empresa tería usado uma estrada de acesso interno como barreira, segundo a acusação, gerando pressão que causou o colapso e o represamento de água e rejeitos.

A denúncia sustenta que a demora de cerca de 10 horas para comunicar o ocorrido dificultou ações rápidas das defesas civis e prejudicou a proteção de moradores e do ecossistema. Procuradores indicam que o atraso é grave diante do risco ambiental.

A Vale ainda não foi notificada formalmente da ação, que tramita na Justiça em caráter de urgência. A defesa da mineradora não comenta, até o momento, os aspectos da denúncia.

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