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Colossal animais geneticamente modificados ainda não são espécies de verdade

Especialistas contestam que a Colossal Biosciences tenha ressuscitado espécies; lobos são edições genéticas, e o mamute continua como objetivo não comprovado

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Ben Lamm, founder of Colossal Biosciences, holding a ‘dire wolf’ cub in front of illustrations of three other extinct animals he hopes to revive: the giant moa, the dodo and the woolly mammoth.
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  • A Colossal Biosciences afirma ter modificado o DNA de lobos cinzentos para criar dire wolves, em direção à possível ressuscitação do mamute com animais geneticamente alterados.
  • A empresa lançou projetos para reviver o tilacino, o dodo e o moa, recebendo investimentos bilionários e atenção da mídia mundial.
  • Cientistas contestam as claims, dizendo que não houve ressurgimento de espécie: são vinte edições no DNA de lobos cinzentos, e os animais não são idênticos aos extintos.
  • Críticos afirmam que as declarações podem minar a confiança na ciência; há campanhas de difamação e debates sobre a real eficácia da de-extinção.
  • Mesmo assim, a Colossal mantém o planejamento de apresentar a interpretação do mamute no futuro, defendendo que tecnologias de edição genética podem ajudar na conservação, sem substituir os esforços tradicionais.

A Colossal Biosciences, startup de biotecnologia sediada no Texas, afirma ter feito avanços na chamada “ressurreição” de espécies extintas por meio de edição genética. Entre os alvos divulgados estão o dire lobo, o mamute e outras espécies conhecidas como dodo, tilacino e moa. A empresa diz ter produzido lobos cinzentos com modificações genéticas que aproximam o animal de uma forma ancestral, além de ter criado “morcegos” de mamute para estudo. O anúncio gerou enorme atenção mundial e levou bilhões de dólares a efeito, além de recursos de figuras públicas e grandes veículos de comunicação.

O grupo de Lamm também sinaliza planos para reviver o tilacino, o dodo e o moa, com demonstrações públicas e projetos de longo prazo. A cada etapa, a empresa enfatiza a importância de novas tecnologias para diversificar geneticamente populações ameaçadas e, segundo seus representantes, para fundamentar uma nova era de conservação. O fundador Ben Lamm sustenta que a iniciativa pode transformar a conservação de espécies frente à perda de habitats e à queda de biodiversidade.

No entanto, a comunidade científica questiona a real natureza das conquistas. Especialistas em canídeos afirmam que as mudanças detectadas em lobos não correspondem à ressurreição de uma espécie, e que o mamute continua distante de ser uma espécie específica. Críticas passaram a surgir, com campanhas de difamação e debates sobre a eficácia real das chamadas tecnologias de de-extinção, principalmente entre pesquisadores independentes.

Relatos de especialistas indicam que os animais criados pela Colossal são, na prática, lobos cinzentos com várias edições no DNA, sem retorno de uma espécie extinta. Outros pesquisadores destacam que a extinção, de fato, é irreversível, o que alimenta o ceticismo sobre a possibilidade de recriar exatamente as espécies originais. Em síntese, críticos veem o trabalho como engenharia genética avançada, não como verdadeira reconstituição de espécies.

Segundo análises independentes, a discussão envolve tanto promessas ambiciosas quanto limitações técnicas. Enquanto a empresa aponta para ganhos em diversidade genética de populações em risco, especialistas ressaltam que isso não substitui esforços tradicionais de conservação, como manejo de habitats, controle de predadores e restauração de ecossistemas. O debate segue, com a Colossal mantendo o ritmo de seus projetos e de divulgação pública.

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