- As 10 piores desastres climáticos de 2025 somaram mais de US$ 120 bilhões em perdas seguradas, segundo a organização Christian Aid.
- Ciclones e inundações no sudeste da Ásia, neste outono, deixaram mais de 1.750 pessoas mortas e mais de US$ 25 bilhões em danos.
- Incêndios na Califórnia tiveram mais de 400 mortes e cerca de US$ 60 bilhões em prejuízos.
- Inundações na China foram o terceiro maior gasto, com aproximadamente US$ 12 bilhões e milhares de deslocados.
- No Cop 30, países ricos concordaram em triplicar o financiamento para adaptação até 2035, mas especialistas dizem que ainda não basta; há avanço limitado em planos para eliminar combustíveis fósseis, com início de trabalho previsto para este ano.
O relatório anual da Christian Aid aponta que as 10 piores catastrophes climáticas de 2025 somaram mais de 120 bilhões de dólares em perdas seguradas. Entre elas, ciclones e enchentes no sudeste da Ásia, neste outono, deixaram mais de 1.750 mortos e podem ter causado mais de 25 bilhões em danos.
Nos Estados Unidos, os incêndios na Califórnia renderam mais de 400 vidas e cerca de 60 bilhões de dólares em prejuízos. Na China, enchentes devastadoras deslocaram milhares de pessoas, com danos estimados em 12 bilhões de dólares e ao menos 30 vidas perdidas.
O estudo enfatiza que o valor real das perdas é ainda maior, já que nem todas as perdas humanas e de meios de subsistência ficam registradas. Eventos climáticos são atribuídos a mudanças climáticas induzidas pelo homem, segundo os autores.
Entre outras ocorrências relevantes, a série de tufões nas Filipinas deslocou mais de 1,4 milhão de pessoas e causou cerca de 5 bilhões em danos. Outras regiões também registraram impactos significativos ao longo de 2025.
Impactos e respostas
O relatório evidencia que países desenvolvidos costumam mensurar mais gastos com seguros, enquanto os verdadeiros custos humanos variam e tendem a ser subestimados em países em desenvolvimento.
Ao longo do ano, houve impactos no Irã, com seca que ameaça milhões e evacuação de moradores de Tehran; na África, enchentes na RDC e na Nigéria, com centenas de mortes. Índia e Paquistão somaram mais de 1.860 mortos e cerca de 6 bilhões de dólares em danos.
No âmbito internacional, o Cop30, realizado em Belém, viu países ricos concordarem em triplicar o financiamento para adaptação em países pobres, chegando a 120 bilhões de dólares até 2035. A medida ainda é considerada insuficiente para cobrir todas as necessidades.
O líder da Christian Aid, Patrick Watt, aponta que o custo das catástrofes deve seguir subindo até que haja redução drástica de emissões e eliminação gradual de combustíveis fósseis. A organização reforça a necessidade de adaptação robusta, principalmente no sul global.
Perspectivas e ações
O Cop30 também deu destaque à tentativa de criar roteiros para um cronograma de eliminação gradual de combustíveis fósseis. A implementação dessas diretrizes foi encaminhada para um estágio voluntário, com liderança do Brasil e discussões adicionais programmadas para 2026.
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