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Em risco: nossas ações colocam pessoas e fauna em perigo de doenças

Distempera canina pode dizimar tigres Amur e ampliar riscos de zoonoses entre humanos, animais silvestres e domésticos

A female Amur tiger, also known as a Siberian tiger, (Panthera tigris altaica). The species is vulnerable to canine distemper. Leipzig Zoo. Image by Appaloosa via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).
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  • Uma tigresa siberiana Amur, Galia, foi identificada com sinais neurológicos e, ao investigar, pesquisadores ligaram à cinomose canina; Galia faleceu.
  • A cinomose canina é um vírus altamente contagioso que pode ter sido adquirido por predar cães ferozes infectados ou outros animais hospedeiros, atingindo felinos selvagens como os tigres.
  • O episódio ilustra a transmissão entre espécies e a ideia de que doenças podem ir do mundo humano/doméstico para a vida selvagem e vice-versa.
  • A atividade humana — como desmatamento, criação e mercados de animais silvestres — aumenta o contato entre espécies, elevando o risco de pandemias e de extinção de espécies já ameaçadas.
  • O conceito One Health defende a integração da saúde humana, animal e ambiental para prevenir danos a ecossistemas e à biodiversidade, incluindo espécies como o tamarim-dourado e predadores de grande porte.

A tigresa Amur Galia chamou a atenção de pesquisadores no Extremo Oriente Russo ao apresentar comportamento atípico: magreza, desequilíbrio e aproximação de comunidades humanas. Logo outras tigras silvestres da mesma espécie passaram a aparecer em vilarejos e estradas, em estado debilitado.

Especialistas associaram o quadro neurológico à doença dodistemper canina, vírus altamente contagioso que costuma ser transmitido pela alimentação de cães ferais ou por hospedeiros como martas e lobos. Galia morreu e outras tigras também pereceram.

O episódio sugere como a convivência cada vez mais próxima entre humanos, animais domésticos e a fauna silvestre pode ampliar riscos de saúde global. A pandemia de Covid-19 reforçou a atenção para zoonoses, ou seja, patógenos que pulam entre espécies.

Relação homem-fauna e origem das zoonoses

Pesquisadores destacam que atividades humanas ampliam contatos entre pessoas, animais de criação e vida selvagem, favorecendo a emergência de doenças. Estima-se que cerca de 70% dos patógenos emergentes sejam zoonóticos, segundo a OMS.

Relatórios apontam que milhares de patógenos ainda aguardam identificação, encontrados em mamíferos e aves. Hotspots globais de origem e transmissão incluem regiões da Ásia, África e partes da América.

Exemplos históricos e atuais de impacto

Doenças já dizimaram fauna em várias ocasiões, como distemper canino que atingiu felinos na África e na Ásia. Em 2018, leões asiáticos foram afetados em Gujarat, Índia. Em outras situações, espécies como lontras, ursos e (:) primatas sofreram impactos graves.

Casos recentes mostram a circulação de Covid-19 entre animais domesticados e silvestres, levando a vacinação de animais de alto risco em alguns países, com uso de vacinas desenvolvidas para animais.

Um Mundo de doenças interligadas

Especialistas ressaltam que a transmissão ocorre tanto de fauna para humanos quanto de humanos para fauna. Vetores como mosquitos, carrapatos e pulgas ampliam a faixa de várias infecções, incluindo doenças respiratórias e hemorrágicas.

Estudos destacam que a saúde de ecossistemas íntegros sustenta defesas naturais contra infecções. Desmatamento, criação extensiva e comércio internacional facilitam a disseminação de patógenos entre espécies.

Perspectiva One Health e conservação

A abordagem One Health ganha reconhecimento, ao considerar a saúde humana, animal e ambiental como um sistema. Conservacionistas alertam que surtos podem levar à extinção de espécies já ameaçadas.

Casos de restauração populacional, como o mico-leão-dourado, ilustram riscos de epidemias locais. Enquanto há avanços, atrasos na vacinação de espécies sensíveis permanecem obstáculos logísticos e éticos.

Implicações para políticas públicas e manejo

Especialistas defendem estratégias que reduzem interfaces entre humanos, domestic animals e vida silvestre, além de vigilancia epidemiológica integrada. Medidas incluem saneamento, monitoramento de mercados de animais e vacinação de animais de alto risco.

Aborda-se ainda o papel de mercados de animais silvestres e de práticas comerciais na propagação de patógenos. O equilíbrio entre conservação, bem-estar animal e segurança humana exige cooperação internacional e financiamento estável.

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