- Médicos residentes na Inglaterra vão entrar em greve por seis dias após a Páscoa, de 7 de abril, às 7h, até 13 de abril, às 6h59.
- A Associação Médica Britânica (BMA) culpa o governo pela maior paralisação já proposta, marcando a 15ª greve dos residentes e a quarta consecutiva.
- O NHS estima um custo de cerca de 300 milhões de libras, com cancelamentos de consultas e aumento no tempo de espera para exames, tratamentos e cirurgias.
- O secretário de Saúde, Wes Streeting, disse que a decisão é “extremamente decepcionante” e que a oferta final buscava salários maiores com aumentos mais frequentes e mais vagas de treinamento; a disputa gira em torno da progressão salarial (reforma do ponto nodal).
- O acordo previsto manteria cerca de 700 milhões de libras no total para os próximos três anos; a Comissão de Remuneração de Médicos e Dentistas (RDC) recomendou um aumento de 3,5% no próximo ano, influenciando a posição da BMA.
Resident doctors in England irão realizar uma greve de seis dias após a Páscoa, em meio a uma disputa salarial de longo prazo. O movimento foi decidido após rejeição da oferta final apresentada pelo secretário da Saúde, Wes Streeting. A paralisação terá início às 7h de terça-feira, 7 de abril, e vai até as 6h59 de segunda-feira, 13 de abril.
A medida, a 15ª da campanha por reposição completa de salários, ocorre pelo quarto ano consecutivo. Líderes da NHS alertam que o protesto pode custar cerca de 300 milhões de libras, com cortes de atendimentos, adiamentos de exames e aumento do tempo de espera por tratamentos.
A BMA responsabiliza o governo pela decisão de realizar a greve mais longa até agora. O sindicato afirma que a oferta não atende às demandas de progressão salarial e maior número de vagas de treinamento, o que manteve o impasse.
Contexto e negociações
As negociações, iniciadas no início de 2024, mostraram avanços em relação a salários e à capacidade de médicos em início de carreira entrarem em treinamento especializado. Contudo, divergências sobre o ritmo da progressão salarial impediram um acordo.
O tema central é a rapidez com que os médicos avançam no sistema de salários do NHS, com a chamada reformulação do ponto nodal. O BMA quer que o dinheiro extra seja distribuído já em 2026-27, enquanto o Departamento da Saúde defende o pagamento ao longo de três anos.
Uma decisão recente, do comitê de remuneração de médicos e dentistas na Inglaterra, sobre um aumento de 3,5% para o próximo ano, foi citada pela BMA como indicativo de que o governo não atenderia às suas reivindicações de salário pleno.
Historicamente, a greve de residentes começou em março de 2023. Em julho de 2024, Streeting concedeu um aumento de 22%, ainda insuficiente aos olhos do RDC, que pleiteia cerca de 26% adicionais ao longo de vários anos para compensar perdas salariais desde 2008-09.
A possibilidade de retomar as negociações permanece, com a BMA sinalizando disposição para novas conversas, desde que o governo concorde com o montante total de 700 milhões de libras no próximo exercício financeiro. Streeting agradeceu a postura construtiva da liderança do RDC.
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