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Fim da patente do Ozempic em 10 dias; genéricos e preços esperados

Com a expiração da patente da semaglutida em março, genéricos nacionais devem reduzir preços e ampliar o acesso a GLP-1 no Brasil

Lirux, para diabetes, e o Olire, para obesidade: as versões do medicamento de emagrecimento que serão vendidas pela EMS
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  • Em 20 de março de 2026 vence a patente da semaglutida no Brasil, abrindo espaço para genéricos e similares.
  • O mercado brasileiro de analóglos de GLP-1 movimenta até R$ 20 bilhões por ano, hoje dominado por Novo Nordisk e Eli Lilly.
  • Preços atuais: Ozempic e Wegovy ficam entre R$ 825 e R$ 1.699 por caixa; Mounjaro varia de R$ 1.407 a R$ 2.384 por mês, conforme dose.
  • Empresas nacionais já se preparam para lançar versões próprias: EMS lançou Olire (liraglutida) e Lirux; Hypera, Cimed, Biomm e Prati-Donaduzzi também sinalizam projetos, com Eurofarma atuando em parceria com Novo Nordisk.
  • Espera-se queda de preços com a entrada de genéricos: Itaú BBA aponta queda de até trinta por cento no primeiro ano e até cinquenta por cento em cinco anos.

Em 20 de março de 2026, a patente da semaglutida perde proteção no Brasil, abrindo espaço para genéricos e versões similares. O mercado de GLP-1, hoje dominado por Novo Nordisk e Eli Lilly, pode ganhar competição de peso. O faturamento no país já soma cerca de R$ 10 bilhões por ano.

A virada ocorre num segmento estratégico: análogos de GLP-1, usados para diabetes e obesidade. Com o fim da patente, o mercado pode chegar a R$ 20 bilhões em 2026, segundo estimativas do setor, puxado pela entrada de versões mais baratas.

Nos bastidores, laboratórios nacionais preparam lançamentos imediatos. A EMS já atua no setor com Olire e Lirux, voltados a obesidade e diabetes, e planeja versão da semaglutida após o marco de março.

Outras empresas nacionais caminham na mesma direção. Hypera, Cimed, Biomm e Prati-Donaduzzi anunciaram projetos para semaglutida; Eurofarma expande distribuição em parceria com Novo Nordisk.

A disputa inicial deve favorecer o preço. Relatório do Itaú BBA aponta queda de até 30% nos preços no primeiro ano e até 50% em cinco anos com mais fabricantes no mercado.

Mesmo com a pressão de custos, acesso pode evoluir lentamente. Estudo da Universidade de Liverpool coloca produção genérica em torno de US$ 3 por mês, mas varejo manterá valores elevados por desenvolvimento, marketing e logística.

Enquanto a competição se intensifica, gerações futuras de fármacos já são estudadas. A Lilly trabalha em retatrutida, molécula de três receptores que promete maior perda de peso, ainda sem aprovação regulatória ampla.

No Brasil, o efeito imediato é maior rivalidade entre Ozempic e Mounjaro, com redução de preços já em curso. Dados do quarto trimestre de 2025 mostram participação de mercado relevante para ambos.

Para o consumidor, a expectativa é por maior acessibilidade. Com o avanço dos genéricos em 2026, a contenção de preços tende a se aprofundar, mantendo a demanda por GLP-1 em alta.

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