- Cirurgia de próstata foi realizada remotamente: o médico em Londres guiou um robô em Gibraltar, a 1.500 milhas de distância, para remover a próstata de Paul Buxton.
- O Toumai Robotic System, com quatro braços e câmera em 3D, operou no hospital St Bernard’s, em Gibraltar.
- O atraso entre o console em Londres e o robô em Gibraltar foi de 0,06 segundos.
- Paciente de 62 anos, torcedor de futebol, disse que se sentiu fantástico dias após a operação, que evitou viagem ao Reino Unido e lista de espera NHS.
- A cirurgia é considerada um marco; a equipe planeja repetir o procedimento em 14 de março, com cerca de 20.000 cirurgiões assistindo via transmissão.
A cirurgia remota de próstata realizada entre Gibraltar e Londres é apresentada como um marco da robótica médica. O paciente britânico Paul Buxton, de 62 anos, recebeu a cirurgia de remoção da próstata a partir de Gibraltar, com o médico em Londres orientando o procedimento. A operação utilizou o Toumai Robotic System, equipamento com quatro braços e câmera em 3D, em um hospital local de Gibraltar e contou com apoio tecnológico externo.
O médico responsável foi o professor Prokar Dasgupta, chefe do centro de robótica de excelência da The London Clinic. A supervisão ocorreu à distância, de um console em Londres, com a cirurgia acompanhada por uma equipe no hospital de St Bernard’s, o único da região. A técnica envolveu conexão por fibra óptica, com backup de uma rede 5G, assegurando resposta rápida entre as duas operações.
A operação, realizada no início de março, teve atraso de apenas 60 milissegundos entre o médico em Londres e o robô em Gibraltar, segundo a equipe envolvida. Buxton descreveu-se sentindo-se bem poucos dias após o procedimento, considerado um avanço para cirurgias remotas em áreas isoladas.
Detalhes técnicos e impacto
A equipe de suporte de serviços tecnológicos, liderada pela Presidio, garantiu a comunicação entre console londrino e o robô em Gibraltar. O objetivo foi permitir que o NHS oferecesse cirurgia complexa sem a necessidade de deslocamento entre território e o continente.
Dasgupta classificou a cirurgia como um marco, destacando que o paciente foi operado 2.400 quilômetros de distância de casa, com o uso de um sistema de visão HD e comando remoto. A abordagem pode reduzir tempo de espera e custos para pacientes de áreas remotas.
Buxton, natural de Somerset, havia sido informado de que o procedimento exigiria deslocamento habitual para Londres caso não houvesse alternativa. Ele aceitou participar como um possível piloto de telesaúde, citando a vantagem de evitar longas viagens e longos períodos de internação.
O hospital de Gibraltar, o St Bernard’s, é o único da região sob gestão britânica, tornando a opção de cirurgia remota particularmente relevante para a população local. A próxima etapa envolve repetir o procedimento, com transmissão ao vivo prevista para 14 de março, com participação de milhares de profissionais via livestream do congresso europeu de urologia.
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