- O Dr. Ghassan Abu-Sittah, reitor da Universidade de Glasgow, foi considerado não culpado de má conduta pelo Medical Practitioners Tribunal Service (MPTS) em janeiro.
- O General Medical Council (GMC) anunciou que recorrerá da decisão ao High Court, após a denúncia feita pela organização UK Lawyers for Israel (UKLFI).
- Abu-Sittah afirma que o GMC busca um resultado politicamente aceitável e critica o custo elevado do recurso, que seria arcado por membros que pagam as taxas do órgão.
- O caso envolvia um artigo em jornal libanês e dois posts no X; o tribunal concluiu que não houve antisemitismo nem apoio a terrorismo ou violência.
- O GMC diz que o recurso é feito com cuidado para proteger o público; a UKLFI afirma não ter relação com o recurso e informou ter apresentado queixa à Professional Standards Authority sobre a atuação do GMC.
O médico Ghassan Abu-Sittah foi considerado não culpado de má conduta e de apoio ao terrorismo pela Medical Practitioners Tribunal Service (MPTS) em janeiro. A decisão encerrou um processo iniciado após uma denúncia apresentada pelo grupo UK Lawyers for Israel (UKLFI).
O General Medical Council (GMC) anunciou que pretende recorrer da decisão ao High Court, o que levou Abu-Sittah a abrir uma campanha de financiamento para custear a defesa, estimando a necessidade de cerca de £150 mil.
Abu-Sittah, rector da Universidade de Glasgow e testemunha no sistema internacional de Justiça sobre o conflito em Gaza, afirmou não ter apoiado violência contra civis. Ele disse que o caso parece parte de um esforço maior para prejudicar sua credibilidade profissional.
O caso envolvia um artigo publicado em um jornal libanês e duas postagens no X. A MPTS concluiu que não havia evidências de antisemitismo ou de apoio a terrorismo, após examinar as declarações no seu conjunto.
A GMC argumenta que manterá o recurso para obter o que considera uma decisão politicamente aceitável, sustentando a proteção do público. A cobrança de custos é vista pela defesa como um peso financeiro para a organização reguladora.
UKLFI, por sua vez, afirmou que não está envolvida no recurso da GMC e informou ter apresentado uma reclamação a outra autoridade de padrões profissionais sobre o andamento do caso e a apresentação de provas. A organização destacou críticas à condução do processo.
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