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Focas-elefante do Sul se recuperam na África Austral; quadro global é misto

População de elefante-marinho do sul na África do Sul cresce e é classificada como de menor preocupação; o panorama global permanece misto

According to scientists, the enhanced protection for southern elephant seals is likely benefiting other species in their habitat. Image courtesy of Nico de Bruyn.
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  • População de focas-elefante-do-sul em África do Sul teve melhoria de status, de “quase ameaçado” para “preocupação menos” segundo a Mammal Red List de 2025.
  • As colônias de reprodução em Marion Island e Prince Edward Island enfrentam poucos riscos recentes, mantendo proteção ambiental e áreas marinhas protegidas.
  • Número total estimado de indivíduos aumentou de cerca de 3.000 em 2016 para aproximadamente 5.500 em 2023.
  • O levantamento avaliou 336 espécies nativas da região, com 20% em risco de extinção e 11% em situação de quase ameaça; 29 das 67 espécies endêmicas estão sob ameaça.
  • Os autores destacam necessidade de monitoramento contínuo e pesquisas para entender fatores históricos de declínio e as causas da recuperação, incluindo disponibilidade de alimento e impactos climáticos.

O estado de conservação da foca-sinistrada-do-sul (Mirounga leonina) em África do Sul melhorou, segundo a mais recente avaliação. A população nas ilhas de Marion e de Prince Edward subiu, passando de quase ameaçada a menos preocupante. A análise aponta ausência de ameaças graves às colônias de reprodução.

A avaliação 2025 do Mammal Red List para a África Austral mostrou que não há fatores relevantes que coloquem em risco as áreas de reprodução terrestres das duas ilhas, o que resultou no aumento do efetivo populacional. O estudo reuniu 163 pesquisadores de 40 instituições.

A parceria entre o Endangered Wildlife Trust e o SANBI guiou o levantamento, que avaliou 336 espécies de mamíferos nativas da África do Sul, Lesoto e Eswatí (antiga Suazilândia). O processo seguiu padrões da IUCN, órgão internacional de conservação.

Entre os 336 mamíferos, 20% enfrentam risco de extinção e 11% estão próximos do limiar de ameaça. Dentre 67 espécies endêmicas, 29 estão sob risco de extinção.

Situação local e mudanças de cenário

Além da foca-sinistrada, a curva de status de duas outras espécies também melhorou desde a edição de 2016: o antílope-grevi e a zebra-da-montanha de Hartmann. Os avanços refletem políticas de proteção e áreas marinhas protegidas.

A população da Marion Island, estimada em cerca de 5.500 indivíduos em 2023, cresceu após uma queda de 37% entre 1986 e 1994. A causa exata da queda não está completamente esclarecida, mas há suspeitas de diminuição da disponibilidade de presas.

A pesquisadora Tamanna Patel, coordenadora do Mammal Red List no Endangered Wildlife Trust, destaca a proteção específica das ilhas e a proteção de áreas reprodutivas sob a Seabirds and Seals Protection Act de 1973. A continuidade do monitoramento é essencial.

Nic Rawlence, especialista em paleo-genética da Universidade de Otago, ressaltou que a recuperação local indica capacidade do ecossistema de sustentar mais indivíduos. Ele também aponta a necessidade de estudos multidisciplinares sobre causas históricas de declínio.

Contexto global

A IUCN, na avaliação global de 2014, já classificava a foca-sinistrada como de menor preocupação, com poucos riscos devido à distância de grandes centros urbanos e reduzidos conflitos com pesca comercial. A visão mundial permanece variada conforme regiões e pressões ambientais.

A publicação citada neste texto integra o estudo de padrões de recolonização pós-glacial no Oceano Antártico, com dados que ajudam a entender a resiliência da espécie. As informações reforçam a importância de políticas de conservação para manter tendências positivas.

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