- Relatórios do Wall Street Journal indicam que a elite dos EUA tem aumentado as medidas de segurança em grandes mansões após casos como o assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, em Nova York, em 2024, e o tiroteio de Wesley LePatner, executivo da Blackstone, em 2025.
- Arrombamentos a residências de celebridades, entre elas Brad Pitt, Nicole Kidman e o quarterback Patrick Mahomes, também contribuíram para a apreensão entre os ricos.
- Cerca de quarenta e cinco por cento das casas de alto padrão vendidas no ano passado mencionaram privacidade ou segurança, ante quarenta e três por cento em 2024.
- Em Las Vegas, firmas de design relatam que clientes gastam entre cento mil e um milhão e meio de dólares apenas com recursos de segurança, como salas-fortes e câmeras; na Flórida, há uso de acesso biométrico e reconhecimento facial.
- Em Beverly Hills, a construtora Arsec Group passa a fornecer vigilância 24 horas por dia com guardas armados; equipamentos incluem pistolas 9 mm e câmeras infravermelhas.
A elite norte-americana está reforçando a segurança de suas mansões. Em resposta a assaltos, assassinatos e furtos de alto perfil, muitos ricos estão transformando imóveis multimilionários em verdadeiros fortes com recursos como guardas armados, câmeras com IA, poços e fossos. A tendência é analisada por veículos de imprensa como o Wall Street Journal.
Segundo o jornal, episódios recentes elevam a preocupação entre celebridades e executivos. Casos envolvendo altas figuras corporativas em Nova York, em 2024, e ataques a executivos de private equity em 2025 ampliaram o temor de ser perseguido ou alvo de crimes. Furtos envolvendo celebridades também foram destacados.
A indústria do luxo tem respondido com investimentos extraordinaros em segurança. Em um caso citado, uma mansão no Arizona incorporou 32 câmeras de alto padrão, um sistema de detecção por laser na perímetro, porta de aço maciço com múltiplas fechaduras e um bunker interno com proteção reforçada. Ao redor, não faltam elementos como cerca elétrica, árvores com dispositivos de defesa e um fosso.
Além disso, dados do mercado indicam mudança de demanda. Aproximadamente 45% das casas de alto padrão vendidas no ano anterior continham menção a privacidade ou segurança, ante 38% no ano anterior. Em Las Vegas, firmas de design relatam gastos de 100 mil a 1,5 milhão de dólares em recursos como salas-seguras e câmeras. Em Florida, há incursões de biometria, reconhecimento facial e leitura de íris em sistemas de proteção.
No corporativo, construtoras e gestores de segurança expandem serviços para bairros de alto padrão. Em Beverly Hills, desenvolvedores contratam a Arsec Group para vigília 24/7 com seguranças armados em comunidades fechadas. O fundador da Arsec, Mikey Arana, afirma que clientes temem ser seguidos após saídas noturnas.
Segurança integrada, resiliência e vigilância contínua passam a definir o conceito de moradia de luxo. O objetivo é reduzir vulnerabilidades diante de crimes de maior sofrimento e roubo. A indústria aponta que a privacidade tornou-se fator decisivo na decisão de compra de imóveis exclusivos.
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