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Maioria dos investidores mira ampliar aportes em real estate na América Latina

Mais de metade dos investidores planeja ampliar aportes em real estate na América Latina em 2026, com logística e multifamily entre os ativos preferidos

Vista área da cidade de São Paulo: Estado deve receber 39% dos investimentos previstos em real estate no Brasil
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  • Cerca de 52% dos investidores pretendem ampliar a alocação em real estate na América Latina em 2026, com aportes de até 10% ou mais.
  • O estudo LATAM Investor Sentiment Survey, da CBRE, aponta recuperação do mercado imobiliário comercial na região no próximo ano.
  • Logística e industrial lideram as preferências, com 40,82% dos entrevistados apontando esse setor como destino principal de capital.
  • Multifamily aparece em segundo lugar, com 22,45%, seguido de escritórios, com 18,37% dos respondentes.
  • Brasil continua relevante, com São Paulo recebendo a maior fatia das alocações regionais (39%), seguido por Rio de Janeiro (9%), entre outros estados.

O mercado imobiliário comercial da América Latina deve registrar recuperação de investimentos em 2026. Palavras-chave indicam que 52% dos investidores planejam ampliar alocação em real estate, com aportes até 10% ou mais. O levantamento é da CBRE e integra o LATAM Investor Sentiment Survey.

A pesquisa reúne percepções de investidores institucionais, fundos e gestores atuantes na região. O objetivo não é medir volumes, mas entender disposição para investir diante de cenário macro atual.

Para Edson Ferrari, vice-presidente da CBRE no Brasil, o movimento reflete menor aversão ao risco e procura por diversificação de portfólio. “O interesse cresce conforme juros arrefecem e ativos passam a parecer mais atraentes”, afirma.

Contexto regional

O estudo indica que o Brasil permanece entre os mercados mais monitorados por estrangeiros. A percepção de queda de juros e inflação mais contida melhora o apetite por investimentos em real estate. O país é visto como portão de entrada para a América Latina.

Regionalmente, São Paulo concentra 39% das alocações previstas, seguido pelo Rio de Janeiro com 9% e pelo Distrito Federal, 7%. Outros estados somam parcelas menores, distribuídas de modo equilibrado.

Preferências por segmentos

Logística e industrial lideram as preferências, com 40,82% dos entrevistados apontando esse setor como destino principal em 2026. O dinamismo do e-commerce impulsiona a demanda por galpões próximos aos grandes centros.

O multifamily vem em segundo lugar, citado por 22,45% dos investidores. O formato, com edifícios inteiros de aluguel, é visto como resiliente em momentos de volatilidade. O segmento ainda ganha impulso no Brasil.

Os escritórios aparecem em terceira posição, com 18,37% das respostas. A recuperação gradual do trabalho presencial contribui para a retomada do interesse por imóveis corporativos.

Outros nichos e dinamismo

Além dos setores tradicionais, data centers e hotelaria ganham espaço nas estratégias. O crescimento da economia digital e a disponibilidade de energia limpa favorecem os investimentos em infraestrutura tecnológica e hospedagem.

No cenário brasileiro, operações no segmento de hotelaria sinalizam recuperação de demanda turística em cidades como o Rio de Janeiro. Os data centers surgem como aposta para captação de capital, impulsionados por demanda tecnológica.

Movimento de capital e perspectivas

Apesar do otimismo, a entrada de recursos ocorre de modo gradual. Grandes fundos globais ainda representam parcela pequena de seus portfólios na América Latina, estimada em 1% ou menos em muitos casos.

À medida que condições macroeconômicas se tornam mais previsíveis, o fluxo de capitais para o setor pode ganhar força nos próximos anos. Investidores observam juros, inflação e rentabilidade por ativos regionais.

Metodologia

Participaram 150 empresas, dentre mais de 300 investidores convidados na América Latina. O perfil dos respondentes é composto majoritariamente por líderes e investidores institucionais do mercado imobiliário, envolvidos em decisões de alocação de capital.

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