- Lee Lai venceu o Stella Prize 2026, recebendo $60 mil; é a primeira pessoa não-binária a ganhar e Cannon é o primeiro romance gráfico a vencer o prêmio para mulheres e pessoas não-binárias.
- Cannon acompanha Cannon, uma mulher chinesa queer que vive em Montreal, lidando com responsabilidades familiares e trabalha em um restaurante à noite.
- A premiação aconteceu em Brisbane, na noite de quarta-feira, com Lai dizendo ter sido difícil manter o segredo sobre a vitória.
- O Stella Prize passou a aceitar escritoras não-binárias em 2021; Lai afirma que a vitória é um avanço para a comunidade de quadrinhos.
- A obra é elogiada pelos jurados como um dos melhores romances gráficos, com narrativa centrada na comunicação e uso de grade de quatro pages e cores pontuais.
Lee Lai venceu o Stella Prize 2026, tornando-se a primeira pessoa não binária a vencer e a primeira a levar o prêmio na categoria graphic novel. O reconhecimento soma-se aos 60 mil dólares destinados a escritoras e escritores, independentemente de gênero.
A cerimônia de divulgação ocorreu em Brisbane, na noite de quarta-feira. Lai comentou que guardar o segredo não foi fácil, especialmente diante de amigos curiosos. Cannon é a obra vencedora, centrada em uma mulher chinesa queer que vive em Montreal.
Cannon acompanha uma jovem que lida com a repressão, a raiva e a responsabilidade pela família. A personagem, conhecida como Cannon, cuida do avô materno durante o dia e trabalha como cozinheira à noite, enquanto enfrenta dinâmicas familiares difíceis.
A obra é elogiada pela forma de narrar falas e silêncios, em quadrinhos predominantemente monocromáticos com toques de cor. A estrutura em grade facilita a leitura e a leitura é orientada pela posição das bolhas de fala para indicar interrupções ou atenção.
Lee Lai, nascida em Melbourne e radicada em Montreal, já havia sido indicada ao Stella em 2023 por Stone Fruit, que recebeu prêmios no circuito de quadrinhos e literatura LGBTQ. Hoje, sua vitória abre espaço para mais títulos gráficos no prêmio.
A autora aponta a importância de reconhecer os quadrinhos como literatura. Ela considera o prêmio um impulso para a comunidade de graphic novels, destacando que o setor ainda enfrenta limitações financeiras, mesmo com o reconhecimento recente.
Cannon é descrita como um exercício de mostrar em vez de dizer, explorando falas, pausas e interrupções para expressar conflitos. Lai afirma que a obra utiliza recursos visuais para conduzir o ritmo da leitura.
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