- O escritor americano Tracy Kidder morreu aos 80 anos, conforme confirmou a editora Random House.
- Conquistou o Pulitzer e o National Book Award pelo livro The Soul of a New Machine, sobre uma empresa de computação.
- Ao longo da carreira, abordou temas variados com pesquisa rigorosa, incluindo engenharia computacional, vida em um lar de idosos e educação pública.
- Entre as obras mais conhecidas estão Among Schoolchildren (1989), Old Friends (1993) e Mountains Beyond Mountains (2003), este último sobre um médico que leva saúde à Haiti.
- Nascido em Nova York em 1945, estudou em Harvard, serviu no Vietnã e seguiu carreira como escritor, defendendo o jornalismo narrativo.
Tracy Kidder, autor de não ficção premiado, morreu aos 80 anos. A confirmação veio pela editora Random House, nesta quarta-feira. A causa não foi divulgada pela casa editorial, que destacou a contribuição do escritor à narrativa factual.
Kidder ficou conhecido por transformar temas incomuns em best-sellers, como engenharia de software e a vida em uma casa de idosos. Entre seus reconhecimentos, ganhou o Pulitzer e o National Book Award por The Soul of a New Machine, publicado em 1981, que descreve uma empresa emergente de computação.
Trajetória e obras marcantes
Ao longo da carreira, o escritor mergulhou em mundos pouco explorados, com pesquisa aprofundada. Em Among Schoolchildren (1989) acompanhou uma professora de Holyoke, Massachusetts, em uma escola de bairro carente. Em Old Friends (1993) retratou o desafio de envelhecer com dignidade.
Montanhas que inspiraram leitores
Mountains Beyond Mountains (2003) revelou os esforços de um médico para levar saúde a Haiti, abrindo o trabalho de Kidder a novas gerações. A obra ganhou ampla circulação acadêmica e influenciou leitores ao redor do mundo.
Origem e visão de mundo
Nascido em Nova York, em 1945, o escritor graduou-se em Harvard. Durante a graduação, foi equipado para o serviço militar, o que o levou ao Vietnã, onde atuou em uma unidade de apoio. Ao retornar, ingressou na University of Iowa para seguir a escrita criativa. Kidder descreveu seu papel como contador de histórias, não apenas como jornalista, recusando rótulos que limitassem seu trabalho.
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