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Perda de acessibilidade: EUA dizem adeus aos livros de bolso de massa

Formato popular de bolso nos EUA está sendo descontinuado, fechando um capítulo de acessibilidade à leitura e impactando leitores de renda menor

rows of paperback books on shelves
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  • A ReaderLink anunciou que vai deixar de distribuir mass-market paperbacks nos EUA, encerrando o formato em pontos de venda não especializados.
  • As vendas caíram de 131 milhões de unidades em 2004 para 21 milhões em 2024, sinalizando o fim de uma era de acesso mais amplo à leitura.
  • Os livrinhos populares surgiram na década de 1930 e ficaram famosos por serem baratos e fáceis de carregar, ajudando leitores de classes trabalhadoras.
  • O declínio ocorre devido à ascensão de trade paperbacks, à revolução digital e ao uso de smartphones e leitores digitais, que substituíram o formato portátil.
  • Hudson e outras redes já estão reduzindo ou removendo esses exemplares; séries conhecidas passam a ficar disponíveis apenas em edições trade ou hardcover, refletindo mudanças no consumo.

O mercado editorial dos Estados Unidos está se despedindo de um formato icônico: o mass-market paperback, aquele livro pequeno, barato e comum em feiras, mercados e pontos de trem. A empresa de distribuição ReaderLink anunciou recentemente que deixará de distribuir esses exemplares, sinalizando o fim de uma era que facilitou o acesso à leitura para milhões de trabalhadores.

A mudança chega após anos de queda nas vendas. Dados internos indicam queda de 131 milhões de unidades em 2004 para 21 milhões em 2024, refletindo uma transformação no comportamento do consumidor e no ecossistema de livrarias. O formato, antes universal, dependeu de lojas não especializadas para alcançar o público leigo.

Shelly Romero, agente literária em Nova York, cresceu em Hialeah, na Flórida, e lembra a importância da acessibilidade. Ela destaca que os mass market eram baratos, cabiam no bolso e podiam ser encontrados em muitos locais, inclusive em supermercados e lojas de segunda mão. Hoje, ela observa a perda desse alcance.

O histórico do formato remonta aos anos 1930, na Inglaterra, com a Penguin Books, que popularizou capas coloridas e gêneros com venda fora de livrarias. Nos EUA, o Pocket Books chegou em 1939 e ganhou força durante a Segunda Guerra, com edições para as tropas. O modelo de distribuição massivo ajudou a democratizar a leitura.

Profissionais do setor destacam que o declínio não se limita a preço. A ascensão de edições trade, a consolidação de distribuidores e, principalmente, a digitalização reduziram a atratividade do mass-market. Smartphones, e-readers e bibliotecas digitais oferecem bibliotecas inteiras na palma da mão.

Especialistas apontam ainda a mudança de comportamento de consumo. Em ambientes como aeroportos, leitores passaram a preferir formatos mais duráveis e esteticamente valorizados. O conceito de acessibilidade cede espaço para o valor de design, durabilidade e experiência de leitura.

Impactos no ecossistema

  • Grandes redes de varejo de estratégia rápida têm reduzido espaços para esse formato.
  • Editoras independentes registram queda de produção nesse segmento, com migração a formatos maiores.
  • Bibliotecas e programas de leitura enfrentam desafios adicionais diante da indisponibilidade de exemplares mass market.

Para a indústria, a transformação envolve repensar custos, catálogos e canais de distribuição. A queda do mass-market não apenas muda o modo como os livros chegam ao público, como redefine a relação entre leitores, lojistas e editoras. A transição aponta para um ecossistema cada vez mais orientado ao digital.

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