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O que as mulheres realmente querem no trabalho, além da homenagem

Gestos não bastam: metas claras de promoção, transparência, flexibilidade híbrida e políticas de saúde mental, maternidade e inclusão

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  • O Dia da Mulher não basta: é preciso estruturar mudanças reais no ambiente de trabalho, com metas públicas e políticas internas transparentes.
  • Promoção: estabelecer critérios objetivos de crescimento, avaliações estruturadas e patrocínio executivo para reduzir o teto de vidro.
  • Flexibilidade: o modelo híbrido deixou a flexibilidade como condição de continuidade; organizações que valorizam autonomia por resultados tendem a reter talentos.
  • Segurança psicológica: combater estigmas, manter canais de denúncia eficazes e avaliar resultados sem prejudicar a saúde mental.
  • Maternidade, idade e políticas: ampliar licença parental para todos os gêneros, facilitar retorno ao trabalho e promover inclusão etária, com indicadores que acompanhem salários, promoções e liderança.

À véspera do Dia Internacional da Mulher, empresas promovem campanhas internas e eventos de reconhecimento. Especialistas, porém, dizem que ações simbólicas não resolvem questões estruturais no mercado de trabalho.

Thaís Roque, estrategista de carreiras e líder em Capital Humano, afirma que a pauta vai além de homenagens pontuais. O foco deve ser em estruturas que assegurem crescimento real para as profissionais.

Ela aponta quatro eixos que resumem o que as mulheres buscam neste ciclo: promoção, flexibilidade, ambiente seguro psicologicamente e políticas de maternidade e idade, com metas públicas para medir avanços.

Promoção

A cobrança é por critérios objetivos de crescimento. Diversidade é defendida por muitas empresas, mas os processos de promoção costumam carecer de transparência.

O teto de vidro ficou mais sofisticado. O crescimento precisa de sistemas previsíveis, não depender de autoconfiança individual.

Metas claras, avaliações estruturadas e patrocínio executivo aparecem como instrumentos para reduzir desigualdades internas.

Flexibilidade no mercado de trabalho

O modelo híbrido ganhou relevância na discussão sobre permanência. A flexibilidade virou condição de continuidade profissional para muitas mulheres.

Quando presença física vira símbolo de comprometimento, surgem novas barreiras. Organizações que associam autonomia a resultados tendem a melhorar retenção.

Empresas que valorizam flexibilidade conseguem manter produtividade sem sacrificar a motivação das equipes.

Segurança psicológica nas empresas

No Dia da Mulher 2026 cresce a demanda por ambientes de trabalho que rejeitem rótulos e cobranças inadequadas. A saúde mental ganha protagonismo.

Canais de denúncia eficazes, respeito em reuniões e avaliações baseadas em resultados são defendidos como pilares. O objetivo é não colocar performance acima do bem-estar.

Maternidade e idade

A maternidade continua sendo um desafio em alguns contexts corporativos. A gestão do tempo entre cuidado e carreira demanda políticas claras.

Mulheres acima de 40 anos enfrentam questionamentos sobre atualização profissional. Licenças mais igualitárias, programas de retorno e inclusão etária aparecem como medidas concretas.

Metas públicas

A gestor defende indicadores mensuráveis para o Dia da Mulher 2026. Dados sobre promoção, diferença salarial e participação em cargos de liderança ajudam a transformar a discussão em prática.

Transparência e metas públicas ajudam a alinhar discurso e atuação. Profissionais devem comunicar resultados e fortalecer redes de influência.

Segundo a especialista, empresas que não revisarem estruturas internas terão dificuldades para atrair e reter talentos.

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