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O que define um bom chefe segundo estudo com 50 mil gestores

Estudo com cinquenta mil gestores revela liderança dominante e comunicação direta, mas carência de paciência, planejamento e continuidade de processos

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • Estudo com cinquenta mil e seis gestores brasileiros aponta perfil de chefe com forte comando, objetividade e comunicação direta.
  • Dificuldades em paciência, prudência e planejamento são destacadas, o que afeta a continuidade de processos.
  • Perfis dominantes aparecem em cinquenta e quatro vírgula cinco por cento, e influentes em cinquenta e dois vírgula cinco por cento, ligados a iniciativa e resultados, mas com necessidade de controle emocional.
  • Entre as competências, comando chega a cinquenta e nove por cento, objetividade a cinquenta e oito vírgula quatro por cento e extroversão a cinquenta e oito vírgula dois por cento; prudência, paciência e planejamento ficam em torno de cinquenta e um a cinquenta e dois por cento.
  • Valores que guiam decisões: teoria (64,2%), econômico (59,7%) e político (58,3%); pesquisa realizada pela Febracis com CIS Assessment.

O estudo, realizado com 50,6 mil gestores brasileiros, traça o retrato do chefe no ambiente corporativo. Os dados apontam força em comando, objetividade e comunicação direta, mas indicam lacunas em paciência, prudência e planejamento, competências ligadas à continuidade de processos. A pesquisa analisa diretores, gerentes e líderes de equipe.

Conduzido pela Febracis com base no CIS Assessment, o levantamento utiliza diagnóstico comportamental aplicado em escala nacional. A amostra representa profissionais em posições formais de comando, em diferentes setores.

Entre os resultados, predomina uma liderança orientada à ação imediata e à influência direta, com menor foco em planejamento de médio e longo prazo. Essa dinâmica pode impactar a sustentação de equipes e projetos.

Perfil dominante e seus desdobramentos

O perfil dominante aparece em 54,5% dos participantes, seguido pelo influente, com 52,5%. Ambos indicam iniciativa e condução orientada a resultados, exigindo controle emocional no dia a dia.

Segundo Vanilson Leite, gestores com perfil dominante tendem a decisões rápidas e postura competitiva. Sem preparo emocional, há risco de centralização excessiva e baixa tolerância a erros.

Já os líderes influentes mantêm comunicação constante e presença ativa junto às equipes. Contudo, podem enfrentar dispersão, lacunas de organização e dificuldade com tarefas que exigem atenção aos detalhes.

Como a liderança decide

Além de comportamentos, a pesquisa avalia valores que orientam as decisões. O valor teórico lidera, em 64,2%, apontando busca por aprendizado contínuo.

O valor econômico soma 59,7%, ligado ao retorno prático dos esforços. O valor político fica em 58,3%, refletindo interesse em influência sobre pessoas e ambientes decisórios.

Para Paulo Vieira, entender padrões comportamentais ajuda o chefe a reconhecer limites e ajustar práticas de gestão, contribuindo para decisões mais equilibradas na condução de equipes.

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