- O relatório de 2026 da Portas Abertas aponta que a perseguição aos cristãos atingiu patamar histórico, considerando pressão social e violência real.
- A Coreia do Norte está na primeira posição há 22 anos consecutivos, com políticas que veem qualquer prática religiosa como deserção ao estado, resultando em trabalho forçado, prisão e execuções.
- Somália, em segundo lugar, e Iêmen, em terceiro, sofrem perseguição alimentada por extremismo islâmico e instabilidade, com grupos militantes impondo interpretações rígidas da lei islâmica.
- Paquistão ocupa oitavo lugar e usa a lei de blasfêmia para acusar cristãos, enquanto Irã, décimo, mantém perseguição estatal com invasões a igrejas domésticas e detenção de líderes.
- A subnotificação é um desafio relevante, e a resposta internacional é vista como fragmentada; no Brasil, há debate tímido e cobertura da imprensa pouco contínua sobre o tema.
O relatório de 2026 da Portas Abertas aponta que a perseguição aos cristãos atinge níveis históricos, organizados em duas dimensões: pressão social e violência real. Discriminação familiar, comunitária e estatal compõem a primeira, ataques, destruição e homicídios a segunda.
A Coreia do Norte lidera pelo 22º ano, com resistência de fé tratada como deslealdade ao Estado. Nações com regimes autoritários costumam aplicar trabalho forçado, cárcere em campos e execuções. Somália e Iêmen ocupam as posições 2 e 3, impactados pelo extremismo e pela instabilidade.
Especialistas citam mecanismos invisíveis de perseguição, como leis de blasfêmia, restrições à conversão e vigilância. Paquistão ocupa o 8º lugar, com uso frequente de acusações que geram prisões e linchamentos. Irã aparece em 10º, com invasões a igrejas domésticas e detenção de líderes.
A subnotificação dificulta a construção de dados globais. Incidentes em áreas rurais ou sob governos autocráticos costumam ficar fora de registro. Organizações locais de direitos humanos enfrentam restrições que limitam a coleta de informações confiáveis.
A comunidade internacional oferece resposta descrita como fragmentada e politizada. Embora o Conselho de Direitos Humanos trate do tema, ações práticas dependem de alianças geopolíticas e interesses econômicos. Ajuda humanitária ocidental não é necessariamente vinculada à defesa religiosa.
No Brasil, destaca-se o contraste entre o grande contingente de cristãos e a pouca discussão pública sobre a perseguição global. Analistas observam que o tema raramente é prioridade na agenda externa, que valoriza não intervenção e multilateralismo. A cobertura midiática tende a focar casos de violência pontuais.
Os dados de 2026 indicam crescimento contínuo da perseguição em nível global. O fenômeno envolve autoritarismo, extremismo e conflitos sociais, exigindo monitoramento, atuação diplomática e apoio a redes da sociedade civil nas regiões mais críticas.
Organizações da área defendem ampliar a disseminação responsável do tema entre países com maioria cristã, como o Brasil, para aumentar a consciência pública e pressionar pela proteção internacional. Fontes: GospelMais.
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