- Uma estudante palestino-árabe de quatorze anos de Canton, Michigan, chegou a um acordo com o distrito Plymouth-Canton após um processo envolvendo direitos de livre manifestação.
- Ela se recusou a se levantar durante o juramento de fidelidade como protesto contra a guerra em Gaza; segundo reportagens, uma professora disse para ela “voltar para o seu país”.
- Após o juramento, a estudante afirmou ter sido chamada de desrespeitosa aos soldados e à América, o que a deixou em lágrimas.
- A Liga de Direitos Civis Árabe-Americana (ACRL) e a American Civil Liberties Union (ACLU) de Michigan moveram a ação em junho de 2025 em defesa da estudante.
- No acordo, o distrito comprometeu-se a oferecer treinamento de diversidade, sensibilidade e defesa da primeira emenda, não punir a estudante, revisar registros escolares e fornecer aconselhamento necessário.
A estudante palestina e árabe de uma escola de meio período em Michigan foi disciplinada por se recusar a ficar em pé para o juramento de fidelidade como forma de protesto contra a guerra em Gaza. O caso ganhou desdobramentos legais e, recentemente, houve um acordo com o distrito escolar Plymouth-Canton.
A menina, identificada como DK em documentos judiciais, alegou ter enfrentado racismo por parte de uma professora ao não participar do juramento na West Middle School, em Canton, Michigan. Segundo relatos, a professora disse a DK para “voltar para o seu país” durante o episódio, ocorrido em 10 de janeiro de 2025, momento em que DK optou por ficar sentada em protesto.
A União de Liberdades Civis Americanas (ACLU) de Michigan, em parceria com a Arab American Civil Rights League, moveu uma ação em junho de 2025 em nome de DK. O acordo prevê treinamento de diversidade, sensibilidade cultural e defesa da primeira emenda aos funcionários, além de garantia de proteção à adolescente e de nenhuma punição ou registro que caracterize o protesto como inadequado.
Pelo acordo, a districta Plymouth-Canton compromete-se a oferecer apoio psicológico quando necessário e a não tomar medidas disciplinares contra DK relacionadas ao episódio. O pai da estudante, Jacob Khalaf, ressaltou a coragem da filha em defender a liberdade de expressão e destacou o papel da ACLU e da ACRL no suporte ao caso.
A assessoria do distrito não respondeu a pedidos de comentário. O desdobramento do caso reforça debates sobre direitos de expressão estudantil e procedimentos de resposta institucional a protestos em ambiente escolar, mantendo o foco em informações verificáveis e legais.
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