- Milhares de pessoas estiveram no Stonewall Inn, em Nova York, para recolocar a bandeira arco-íris em protesto contra a administração Trump.
- A bandeira arco-íris foi removida sem aviso e substituída pela bandeira americana, segundo o governo estadual, com justificativa de política de exibição de bandeiras em propriedades federais.
- Ativistas trans disseram que a bandeira Progress, mais inclusiva, não foi restaurada, o que deixou a comunidade reivindicando visibilidade.
- Em vinte e duas de fevereiro, líderes de organizações entraram com ação judicial contra a remoção da bandeira, defendendo a adoção de uma versão Pride mais inclusiva no futuro.
- Alguns defensores afirmam que retornar apenas a bandeira tradicional é um meio-termo, enquanto ativistas trans insistem que a inclusão de cores representativas é essencial para a representatividade.
O Stonewall Inn, ícone da luta LGBTQ+, foi palco de protestos na noite fria da semana passada. Ativistas levantaram novamente a bandeira arco-íris, de origem histórica, em resposta à decisão da administração Trump de remover bandeiras de prédios nacionais. A ação ocorreu em Nova York, com objetivo de desafiar a ordem federal.
A retirada ocorreu no início de fevereiro, quando curiosos notaram que a bandeira arco-íris que já tremulava no marco nacional foi removida sem aviso prévio. A explicação oficial citou uma orientação do governo federal sobre quais bandeiras podem ser hasteadas em propriedades sob jurisdição federal.
A gravação de vídeos que circularam ajudou a disseminar a notícia, segundo Charley Beale, presidente da Gilbert Baker Foundation, que acompanha as mudanças das bandeiras em locais públicos. A fundação tem monitorado as ações da administração federal relacionadas a símbolos do orgulho.
A retirada foi justificada por um memorando de janeiro, segundo o qual há diretrizes que definem como as bandeiras devem ser expostas em parques nacionais e sítios históricos geridos pelo governo.
A gestão anterior já havia trocado a bandeira Progress, que inclui cores trans, por uma bandeira arco-íris tradicional. A alteração também envolveu remoção de referências a pessoas trans do site do Stonewall monument, movimento reconhecido por lideranças negras trans no passado.
Ações legais foram iniciadas por representantes de várias organizações, em 17 de fevereiro, para contestar a remoção da bandeira. As entidades apoiam a adoção de uma versão Progress ou de outra bandeira inclusiva na frente do local.
O debate sobre as cores virou tema de protestos prolongados em Nova York, com parlamentares democratas recolocando a bandeira Progress em 12 de fevereiro, em resposta às ações da administração. Ativistas trans questionam a escolha, apontando exclusão de suas comunidades.
Repercussões legais
Líderes de organizações apresentaram uma ação judicial contra a remoção da bandeira no Stonewall. O objetivo é manter o uso de uma bandeira que represente toda a comunidade LGBTQ+, incluindo pessoas trans.
Andrew Berman, da Village Preservation, afirmou que trans pessoas foram centrais nos eventos de 1969 e continuam a compor o movimento. Ele ressaltou que a exclusão recente parece fazer parte de uma agenda federal.
Beale indicou que a Gilbert Baker Foundation apoia a adoção da bandeira Progress ou outra versão inclusiva, mas teme que o debate cause divisão entre ativistas. Ele pediu tranquilidade e foco na causa comum.
Vozes no movimento
Mika Kauffman, ativista trans e dramaturga, criticou a falta de representatividade na escolha da bandeira. Ela destacou que a visibilidade é essencial, citando a violência contra pessoas trans, especialmente mulheres negras trans.
Chloe Elentári, trans ativista, ressaltou que o pedido não é pessoal, mas de inclusão. Ela apontou que o atual momento histórico exige respeito e participação plena de pessoas trans e pessoas de cor no movimento.
Acordos entre diferentes organizações e ativistas sinalizam a intenção de avanzar com uma bandeira que represente toda a comunidade. O debate continua, com a promessa de novas ações legais e manifestações públicas.
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