- Em uma cerimônia em Lower Manhattan, autoridades de Nova York hastearam no Stonewall National Monument uma grande bandeira Pride, retirada pela administração de Trump no início da semana.
- Centenas de pessoas acompanharam o retorno da bandeira ao monumento, considerado marco do nascimento do movimento moderno de direitos LGBT nos Estados Unidos.
- A cerimônia foi liderada pelo presidente do borough de Manhattan, Brad Hoylman-Sigal, e contou com a presença de representantes governamentais municipais, estaduais e federais.
- O Departamento do Interior não informou se a bandeira volta a ser retirada; a instituição classificou o ato como manobra política.
- O National Park Service explica que gerencia o Stonewall e que a bandeira foi removida para aplicar uma política de forma uniforme entre os sítios, em Christopher Park.
O Ministério do Interior dos EUA determinou a remoção de uma bandeira arco-íris na Stonewall National Monument, medida que ocorreu no início da semana. Em resposta, autoridades de Nova York relevaram que vão recolocar o símbolo de orgulho no local, símbolo histórico do movimento pelos direitos LGBT.
Na quinta-feira, autoridades de Nova York ergueram novamente uma grande bandeira Pride sobre o monumento, localizado no Christopher Park, em Lower Manhattan. Centenas de pessoas participaram de uma cerimônia que contou com a presença de representantes eleitos do município, do estado e em nível federal.
O ato de resistência aconteceu durante a cerimônia organizada pela Presidente do Borough de Manhattan, Brad Hoylman-Sigal, com a participação de diversas autoridades. A mobilização refletiu a percepção de que o monumento representa dignidade e direitos humanos para a comunidade LGBTQ+.
Contexto e reação
Um porta-voz do Departamento do Interior não informou se haveria nova remoção futura da bandeira. O monumento Stonewall, que fica no local onde ocorreram protestos em 1969, é reconhecido pela importância histórica para o movimento de direitos civis.
O Serviço Nacional de Parques, com jurisdição federal sobre Stonewall, disse ter removido a bandeira para aplicar de forma consistente uma política que envolve a gestão de bandeiras em seus sítios. A avaliação foi contestada por autoridades locais, que veem a ação como expressão de apoio à luta comunitária.
Diagnóstico das falas oficiais
Um porta-voz do Interior classificou o retorno da bandeira como uma manobra política, e afirmou que a atuação de oficiais de Nova York não coincide com os desafios que a cidade enfrenta. A resposta enfatiza a tensão entre decisões federais e ações locais em temas de direitos civis.
A defesa da permanência da bandeira foi articulada por integrantes da comunidade, que ressaltaram a resistência histórica diante de tentativas de restringir símbolos de identificação de grupos marginalizados. As lideranças locais destacaram que o movimento pela igualdade continua ativo.
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