- A advogada Juliana Bertholdi afirma que uma terceira delação de Daniel Vorcaro tende a não ter viabilidade probatória.
- Ela diz que a colaboração premiada exige elementos novos e úteis, não apenas uma nova versão de relatos.
- Segundo a análise dela, a primeira delação já indicou que não havia material realmente novo; a segunda seguiria caminho semelhante, conforme apuração jornalística.
- A defesa fica mais difícil de demonstrar boa-fé à medida que avança o processo, o que complica a construção do caso a partir de novas delações.
Uma advogada e professora de direito, Juliana Bertholdi, avaliou em entrevista ao UOL News que a terceira tentativa de delação de Daniel Vorcaro tende a não produzir prova suficiente. A especialista disse que a colaboração premiada exige elementos novos e úteis, não apenas uma nova versão.
Ela explicou que a ideia central do instituto é apresentar fatos relevantes que ampliem o conjunto já existente. Desfazer esse núcleo pode enfraquecer a demonstração de boa-fé do colaborador desde o início, segundo a análise.
Na visão da jurista, a primeira delação já indicou ausência de material realmente novo a ser entregue. A segunda delação, conforme apurado pela imprensa, tende a seguir o mesmo caminho, o que reforça o desafio de demonstrar novidade e utilidade.
A advogada ressalta que, na prática, a legislação que regula a colaboração premiada espera que o investigado traga tudo o que tem desde a primeira tentativa. Assim, uma terceira delação evidenciaria questionamentos sobre a boa-fé do envolvido.
Sobre as declarações de Vorcaro quanto à licitude da contratação do escritório da família Moraes, Bertholdi aponta que a situação envolve um caso complexo de avaliação de legitimidade. Em contextos jurídicos, não se pode julgar o juiz com base nas declarações do réu.
Segundo a jurista, a defesa enfrenta dificuldades adicionais para sustentar esse elemento da boa-fé, mantendo o foco nos dados disponíveis até o momento. A análise é voltada apenas para o que está formalmente informado até agora.
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