- PF analisa minuta de contrato de R$ 50 milhões entre empresas do banqueiro Daniel Vorcaro e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, coincidindo com dívida pendente de acordo anterior.
- A origem da investigação veio durante a Operação Compliance Zero, com o rascunho encontrado em endereços ligados a Vorcaro; o montante corresponde ao que faltava para quitar o acordo de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes.
- O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados afirmou que o contrato não foi assinado nem houve prestação de serviços ou recebimento de valores relativos àquela minuta. Nem o ministro Moraes nem a defesa de Vorcaro se manifestaram sobre os novos detalhes.
- A diferença de aproximadamente R$ 50 milhões entre o total prometido e o efetivamente pago pelo Banco Master é vista como coincidência com o valor da minuta, já que os repasses terminaram após a prisão de Vorcaro e a liquidação do banco.
- Há lacunas investigadas, como ausência de identificação da empresa do grupo Vorcaro e de detalhes sobre os serviços jurídicos; a minuta é de agosto de 2025, período de graves dificuldades do Banco Master.
Conteúdo produzido pela equipe de Gazeta do Povo.
Investigadores da Operação Compliance Zero apontam para a análise de uma minuta de contrato no valor de R$ 50 milhões envolvendo empresas do banqueiro Daniel Vorcaro e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O documento surge no curso das apurações e coincide com valores associados a um acordo anterior.
A investigação ocorreu durante a análise de documentos apreendidos pela Polícia Federal. O rascunho encontrado estava ligado a endereços associados a Vorcaro e chamava atenção por igualar o montante necessário para quitar um compromisso anterior de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes.
Posição do escritório Barci de Moraes
O escritório informou que o contrato de R$ 50 milhões nunca foi assinado nem concretizado. Segundo a banca, não houve prestação de serviços nem recebimento de qualquer valor referente à minuta.
Contexto financeiro anterior
O Banco Master tinha um contrato original de R$ 129 milhões com o escritório, com pagamentos mensais até 2027. Dados da Receita Federal indicam que cerca de R$ 80 milhões foram pagos até novembro de 2025, quando os repasses foram interrompidos devido à prisão de Vorcaro e a liquidação da instituição.
Irregularidades observadas na minuta
Entre as lacunas apontadas estão a ausência de identificação da empresa do grupo de Vorcaro envolvida na assinatura e a falta de detalhes sobre os serviços jurídicos. A minuta, datada de agosto de 2025, ocorre em meio a crise financeira do Banco Master, gerando dúvidas sobre a finalidade econômica de uma contratação dessa magnitude.
Situação jurídica atual
Vorcaro tentou fechar delação premiada com a PF, citando o contrato de forma superficial, mas a proposta foi rejeitada por falta de provas. Até o momento, não há indicativos de que o ministro Moraes, sua esposa ou o escritório sejam alvos diretos das apurações; o foco permanece nas movimentações financeiras do ex-controlador do Banco Master.
Conteúdo produzido pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para entender o tema na íntegra, leia a reportagem completa.
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