- Dois meninos de 15 anos receberam medidas de reabilitação juvenil por dois estupros contra duas meninas em Hampshire, com ataques ocorridos em 26 de novembro de 2024 e 17 de janeiro de 2025, em Fordingbridge.
- O caso ocorreu no tribunal da coroa de Southampton; as sentenças serão revistadas pelo procurador-geral, que avalia se foram excessivamente brandas.
- Cada um dos dois primeiros rapazes recebeu uma ordem de reabilitação juvenil de três anos com 180 dias de supervisão e vigilância; o segundo rapaz foi condenado por três acusações de estupro e quatro de imagens indecentes; o terceiro rapaz, com 14 anos, teve 18 meses de reabilitação por facilitar o estupro e por imagens indecentes.
- O juiz Nicholas Rowland explicou que não se pode tratar os réus como adultos e sinalizou preocupação com o risco de reincidência, ressaltando o papel da pressão dos pares e a reintegração social.
- Uma das vítimas, que tinha 15 anos na época, afirmou que a decisão foi como “uma pedra no meu rosto” e pediu a revisão, enquanto autoridades locais citam apoio às famílias caso haja recurso por leniência excessiva.
O juiz britânico decidiu manter a liberdade de dois adolescentes de 15 anos, condenados por dois estupros cometidos contra duas garotas em Hampshire. As agressões ocorreram em Fordingbridge, com a primeira em 26 de novembro de 2024 e a segunda em 17 de janeiro de 2025. Os menores foram incumbidos de medidas de reabilitação juvenil, com supervisão intensiva, em vez de prisão.
A sentença foi anunciada no tribunal de Southampton Crown Court. Um dos casos envolveu o uso de vídeos registrados durante os ataques, com divulgação subsequente entre terceiros. As vítimas tinham 15 e 14 anos na época dos incidentes. A promotoria relatou que houve intimidação e ofensas envolvendo as vítimas após os relatos.
Em audiência de condenação, o primeiro jovem de 15 anos recebeu uma ordem de reabilitação juvenil de três anos, com 180 dias de supervisão para cada estupro e para as imagens indecentes associadas. O segundo jovem, também de 15, recebeu a mesma pena para três acusações de estupro, mais quatro acusações de imagens indecentes. Um terceiro menor, de 14 anos, foi condenado a 18 meses de reabilitação por dois estupros ocorridos em janeiro, além de uma acusação de imagens indecentes. Todos tinham diagnóstico de ADHD, e um deles apresentava QI no extremo baixo entre os pares.
O juiz Nicholas Rowland afirmou que crianças não são adultos, ressaltando a necessidade de evitar criminalização excessiva e promover a reintegração social. O magistrado citou a influência de pressões entre pares como fator relevante. A decisão é passível de revisão pelo Attorney General sob o regime de unduly lenient sentences.
Durante entrevista à BBC, uma das vítimas, que tinha 15 anos na época, questionou a validade da pena, dizendo que a sentença sugeria que o que aconteceu era aceitável por ser crime cometido por menores. A mãe de uma das vítimas pediu intervenção pública para reformular a decisão. A polícia de Hampshire e a comissária de crimes, Donna Jones, ofereceram apoio às famílias caso queiram recorrer.
Fontes oficiais informaram que o escritório do Attorney General recebeu várias solicitações de revisão das sentenças. O ministério informou que acompanha o caso com a devida cautela e reconhece o impacto dos fatos relatados sobre as vítimas.
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