- Corte de Cassação de Roma negou a extradição de Carla Zambelli para o Brasil; ela permanece detida em Roma desde julho de 2025.
- A decisão ocorreu em audiência a portas fechadas, com seis juízes presentes; representante do governo brasileiro qualificou o veredito como inesperado.
- O ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, tem quarenta e cinco dias para decidir sobre a extradição; se for favorável, o Brasil tem vinte dias para organizar o retorno.
- A defesa tentou unificar dois pedidos de extradição em um único processo, mas a Corte de Cassação manteve os julgamentos separados, alegando ausência de data para o segundo processo.
- Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão em um caso e a cinco meses e três meses em outro; ela renunciou ao mandato em dezembro do ano passado, após decisão da Câmara ser anulada pelo STF.
A Corte de Cassação de Roma decidiu, nesta sexta, pela não extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil. Ela está detida em Roma desde julho de 2025, após condenação do STF. A decisão envolve a avaliação de dois pedidos de extradição apresentados pelo Brasil.
A defesa aguardava que os dois processos fossem unificados, mas a Corte de Apelação italiana manteve os julgamentos separados. Os advogados defendem que há vícios processuais no Brasil e questões de condições de cárcere, além de estado de saúde de Zambelli.
O que está em jogo
A decisão final cabe ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que terá 45 dias para deliberar. Caso haja concordância com a extradição, o governo brasileiro terá 20 dias para organizar o retorno da deputada. O governo italiano ainda não anunciou um desfecho.
Contexto dos pedidos de extradição
Os pedidos dizem respeito a duas sentenças: invasão ao sistema do CNJ e porte ilegal de arma. A segunda instância julgou os casos separadamente dentro do mesmo processo original, o que motivou a tentativa de unificação pela defesa, sem sucesso.
Situação processual e defesa
A defesa sustenta vícios processuais no Brasil e aponta riscos à saúde de Zambelli na prisão. O Brasil assegura que a ex-deputada cumprirá pena na Colmeia, penitenciária feminina do Distrito Federal. A Justiça italiana, no entanto, manteve a avaliação separada dos casos.
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