- Janai Safar, 32, teve a fiança negada em Sydney e permanece detida; é acusada de entrar ou permanecer em áreas declaradas e de ser membro de organização terrorista, com pena máxima de dez anos para cada crime.
- Safar retornou à Austrália vindo da Síria com o filho após nove anos em um campo de refugiados; o caso envolve possível contato familiar.
- O juiz Daniel Convington negou a fiança sob o critério de circunstâncias excepcionais; o promotor afirmou que o caso é sólido e grave, envolvendo viagem premeditada à Síria em 2015 para se juntar ao Estado Islâmico.
- Duas outras mulheres, Kawsar Ahmad e Zeinab Ahmad, foram acusadas de crimes contra a humanidade, incluindo escravização; aguardam pedidos de fiança em Melbourne na segunda-feira; a polícia federal alega que uma mulher mantinha uma cativa em casa.
- Zahra Ahmad, irmã/filha de Kawsar, retornou à Austrália com outras crianças, mas não foi presa ou acusada; as acusações contra Kawsar e Zeinab envolvem suposta compra de escravizada por US$ 10 mil.
Janai Safar, de 32 anos, teve o pedido de liberdade provisória negado pela Justiça de New South Wales. Ela foi presa no aeroporto de Sydney na quinta-feira, após retornar da Síria, onde permaneceu quase uma década em um campo de refugiados. Safar é acusada de entrar ou permanecer em áreas declaradas e de ser membro de uma organização considerada terrorista.
O juiz Daniel Convington manteve Safar sob custódia, alegando que não há circunstâncias excepcionais suficientes para conceder a fiança. O Ministério Público sustentou que o caso é grave e de investigação antiga, iniciada há mais de dez anos, e que a prova é robusta.
A defesa argumentou que as acusações remontam a quando a ré tinha 21 anos, que viveu em condições extremas e que poderia ter apoio familiar no país. O advogado também questionou o grau de envolvimento de Safar com a organização, ressaltando possíveis traumas de vida.
Em Melbourne, duas outras mulheres, mãe e filha, foram acusadas de crimes contra a humanidade, incluindo escravização. Elas devem apresentar pedidos de fiança na segunda-feira. As acusações envolvem suposta escravização e uso de escrava, com importação para a Síria em 2014.
Kawsar Ahmad, de 53 anos, e Zeinab Ahmad, de 31, foram presas no aeroporto de Melbourne. Zahra Ahmad, irmã de Kawsar, retornou na mesma viagem, com oito crianças, mas não foi detida nem acusada. As acusações também citam participação no comércio de escravas e aquisição de uma mulher por US$ 10 mil.
A polícia federal australiana afirma que as acusações incluem terrorismo e crimes contra a humanidade. As audiências de fiança devem ocorrer na segunda-feira, no tribunal de Melbourne. O Ministério Público de Victoria deve opor aos pedidos.
A investigação, coordenada pela equipe conjunta de contrterrorismo, ocorreu após o retorno de australianos de áreas de conflito. A autoridade afirmou que as equipes continuam analisando as evidências e trabalhando para levar os suspeitos a julgamento.
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