- Brian Carn Jr., líder da Igreja Kingdom City, foi condenado a nove meses de prisão por obstrução à Receita Federal dos EUA (IRS) e sonegação de impostos acima de US$ 600 mil.
- Ele admitiu ter declarado renda inferior em aproximadamente US$ 1,4 milhão em 2015 e apresentado informações falsas para ocultar bens e rendimentos.
- Promotores alegaram que, 13 dias após a confissão, Carn assinou uma declaração de imposto de renda de 2024 sob perjúrio, subestimando novamente a renda.
- A acusação aponta divergências em declarações pessoais, como pagamento de pensão alimentícia em 2024 e rendimento declarado a credor para financiar um veículo de luxo.
- Além da prisão, Carn deverá pagar restituição mensal de US$ 1.000 e cumprir um ano de liberdade condicional supervisionada; a defesa ressaltou ações sociais e o réu reconheceu a gravidade do caso.
O líder religioso Brian Carn Jr., fundador da Igreja Kingdom City em Charlotte, Carolina do Norte, foi condenado a nove meses de prisão por obstrução da Receita Federal dos EUA (IRS) na cobrança de impostos devidos superiores a 600 mil dólares. A sentença foi proferida pelo juiz Timothy Corrigan.
Segundo o Departamento de Justiça, Carn admitiu ter declarado renda menor de cerca de 1,4 milhão de dólares em 2015, além de apresentar informações falsas para ocultar bens e rendimentos. O prejuízo ao Tesouro americano foi estimado entre 550 mil e 1,5 milhão de dólares.
Promotores pediram 18 meses de detenção, dentro de um máximo de 24 meses, e destacaram que Carn apresentou declarações inconsistentes após a confissão de culpa. Em 2026, apenas 13 dias após se declarar culpado, ele assinou uma nova declaração de 2024 que subestimou renda novamente.
A acusação aponta ainda que Carn declarou renda anual de 17.425 dólares, valor incompatível com informações financeiras; ele também informou renda de 250 mil dólares a um credor para financiar um veículo de luxo, com parcelas acima de 4 mil por mês.
Divórcios entre declarações pessoais foram levantados: ele afirmou não ter filhos, mas houve registro de pagamentos de pensão alimentícia em 2024. As autoridades afirmam que as declarações falsas não decorrem de erro contábil, mas da criação deliberada de documentos para induzir o contador.
Detalhes da sentença e medidas adicionais
A Justiça determinou ainda restituição mensal de 1.000 dólares e um ano de liberdade condicional supervisionada após a saída do sistema prisional. O advogado da defesa apontou ações sociais do pastor como parte do contexto, sem descrever menções em detalhes.
Em nota, o defensor elogiou o profissionalismo do tribunal e dos envolvidos, afirmando que Carn reconhece a gravidade da situação e agradece o apoio da família, da igreja e do tribunal. O Ministério Público manteve a leitura de que houve fabricação de documentos para induzir o contador.
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