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Indenização a vítimas fixada em 1996 é insuficiente, dizem defensores

Vítimas de crimes pedem ajuste do teto de £500 mil, fixado em 1996, para acompanhar a inflação, estimando que chegaria a £1,015,000 e não cobre o longo prazo

Statue of Lady Justice on the roof of the central criminal court of England and Wales
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  • Campanha cobra que a congelamento de trinta anos na compensação a vítimas de crime seja suspenso, alegando que o teto atual de £ 500 mil é insuficiente para um plano de vida.
  • Segundo cálculos, se o valor fosse ajustado pela inflação, o máximo atual giraria em torno de £ 1,015 milhão, mais do que o dobro do teto vigente.
  • O benefício, pago pelo Criminal Injuries Compensation Authority, atende vítimas com ferimentos graves que afetam a capacidade de trabalhar, como danos cerebrais e paralisia, em Inglaterra, Escócia e País de Gales.
  • Casos como o de Craig Lewis-Williams, 50 anos, que sofreu danos cerebrais após ataque em 2021, ilustram a preocupação de familiares sobre a durabilidade do suporte financeiro ao longo da vida.
  • O Ministério da Justiça informou que já foram pagos mais de £ 164 milhões pelo esquema de compensação de lesões criminais em 2024-25, ressaltando o cuidado com as vítimas.

O congelamento de 30 anos no valor das indenizações a vítimas de crime deve ser suspenso, defendem defensores. O teto de £500 mil, definido em 1996, não basta para planejar um futuro vitalício.

Dados indicam que, se o valor fosse ajustado pela inflação, o limite máximo chegaria a £1,015 milhão, mais que o dobro do atual. A diferença preocupa quem depende do benefício para cuidados e vida cotidiana.

Vítimas e advogados afirmam que o dinheiro pode se esgotar, impactando atendimento, qualidade de vida e planejamento de longo prazo. O tema envolve casos de lesões graves e invalidez permanente.

Craig Lewis-Williams, de 50 anos, no norte do País de Gales, ficou com lesões cerebrais após ataque em novembro de 2021. Ele não consegue andar nem engolir e tem paralisia parcial.

O agressor, Adam Chamberlin, de Llay, recebeu condenação de mais de um ano por lesão grave. Lewis-Williams, antes gerente de estoque, recebeu o teto da CICA em recurso, mas a esposa teme que não seja suficiente.

Nichola, do noroeste da Inglaterra, fala sobre sua filha adotiva Lou, cujo cérebro foi afetado por uso de drogas durante a gravidez. Lou estuda em escola regular, mas tem dificuldades de processamento e de comportamento.

A família teme que o dinheiro dure apenas alguns anos, não décadas. Lou pode precisar de apoio financeiro por períodos longos, com custos elevados ao longo da vida.

Neil Sugarman, advogado especializado em lesões e ex-presidente da Apil, disse que o 30º aniversário é um alerta sobre a insuficiência do teto. Para vítimas com lesões graves, o valor atual é inadequado.

Um porta-voz do Ministério da Justiça declarou que as vítimas de crimes violentos recebem apoio, com mais de £164 milhões pagos pelo esquema em 2024-25. As informações foram apuradas pela imprensa britânica.

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