- Moraes, ministro do STF, e a esposa viajaram em jatos de empresas ligadas a Daniel Vorcaro em pelo menos oito ocasiões entre maio e outubro de 2025, segundo a Folha de S. Paulo.
- Sete dos oito voos foram em aeronaves da Prime Aviation, empresa da qual Vorcaro era sócio por meio do fundo Patrimonial Blue.
- Em agosto do ano anterior, Viviane Barci de Moraes e Moraes viajaram em um jatinho Falcon 2000 pertencente à FSW SPE, cuja sócia inclui Fabiano Zettel; a empresa não tem autorização para operar táxi aéreo.
- O escritório Barci de Moraes afirmou não haver vínculo pessoal com os proprietários das aeronaves e que as viagens foram pagas como honorários advocatícios, negando contatos com Vorcaro ou Zettel.
- O contrato do escritório com o Banco Master foi de R$ 129 milhões para representar a instituição por três anos; o Master foi liquidado pelo Banco Central, e o último voo citado ocorreu em 16 de outubro; a Gazeta do Povo pediu esclarecimentos ao STF e ainda não houve resposta.
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, e a esposa, Viviane Barci de Moraes, teriam utilizado jatos executivos de empresas ligadas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em pelo menos oito ocasiões entre maio e outubro de 2025. A informação foi apurada a partir de dados da Anac, Decea e Registro Aeronáutico Brasileiro.
A Folha de S.Paulo aponta que sete dos oito voos foram em aviões da Prime Aviation, empresa associada a Vorcaro por meio do fundo Patrimonial Blue, que tem autorização para táxi aéreo. Em um voo anterior, a aeronave era da FSW SPE, ligada a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, porém sem autorização para táxi aéreo.
Em nota, o escritório Barci de Moraes informou ter contratado a Prime Aviation, mas negou que Vorcaro ou Zettel tenham viajado com integrantes do escritório. A defesa também questionou as ilações apresentadas pela reportagem.
Esclarecimentos do escritório Barci de Moraes
O escritório afirma que contrata serviços de táxi aéreo de forma rotineira e que, em voos realizados com a Prime Aviation, não estiveram presentes Vorcaro ou Zettel. Segundo o texto, os valores eram pagos como compensação aos honorários.
A defesa sustenta que a contratação segue critérios operacionais e não envolve vínculos pessoais com proprietários ou operadores. Também afirma que nenhum advogado conhece Fabiano Zettel e que não houve contato com Vorcaro ou Zettel.
Contrato com Banco Master e desdobramentos
O banco tem contrato de R$ 129 milhões com o escritório da família Moraes, válido de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, quando ocorreu a liquidação do Master pelo Central. A informação foi levantada pelo jornal O Globo.
A Gazeta do Povo pediu esclarecimentos à assessoria de imprensa do STF sobre os fatos, sem retorno até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais.
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