- Onze policiais solicitam certificados de proteção contra auto-incriminação para suas declarações no inquérito sobre a morte de Jeffrey Winmar, homem Noongar, em Melbourne.
- O inquérito, com duração prevista de duas semanas, investiga a morte ocorrida no hospital em onze de novembro de dois mil e vinte e três, dois dias após a prisão do homem.
- Imagens de câmeras corporais mostram Winmar caindo no chão após ser confrontado por um cão policial em nove de novembro.
- A polícia cancelou dois chamados iniciais de ambulância, mas paramédicos atenderam o local após ele entrar em parada cardíaca; a morte ocorreu por falência múltipla de órgãos associada ao uso de metanfetamina.
- O inquérito também examina as ações dos policiais na prisão; uma revisão anterior indicou conduta adequada, e o manejo do cão farejador recebeu certificado para o sargento Jason Nowakowski, embora haja oposição dos pais de Winmar.
Polícia de Victoria solicitou certificados de proteção contra autoincriminação para 11 oficiais que irão testemunhar no inquérito sobre a morte de um homem aborígine sob custódia. O pedido foi feito no início de uma audiência de duas semanas em Melbourne, ligada à morte de Jeffrey Winmar, homem Noongar, em novembro de 2023.
Winmar, de 28 anos, morreu no hospital dois dias após ter sido perseguido e detido pela polícia na região leste de Melbourne. Imagens de câmeras corporais exibidas ao tribunal mostraram o momento em que ele desmaiou após o cerco com um cão policial em 9 de novembro.
Ao pé da corrida, o jovem foi cercado pelo cão e por seu adestrador, perdeu a consciência e foi algemado antes que os investigadores percebessem que estava sem resposta. O cãozinho permaneceu próximo, e não houve mais filmagem depois que o adestrador se afastou.
Antes, as equipes haviam cancelado duas chamadas para ambulância, mas os paramédicos atenderam o local após Winmar sofrer parada cardíaca. Ele faleceu no hospital Box Hill dois dias depois, em decorrência de falência múltipla de órgãos associada ao uso de metanfetamina.
O foco do inquérito inclui as causas da falência de órgãos e se intervenções médicas anteriores poderiam ter evitado a morte, segundo a assessora jurídica Rachel Ellyard. Também será analisada a atuação policial no arresto planejado.
Uma revisão policial interna concluiu que as ações dos oficiais estiveram de acordo com as políticas. Mesmo assim, a defesa de 11 policiais pediu certificados para evitar autoincriminação durante o testemunho, conforme informado ao tribunal.
O certificado foi solicitado por meio do escritório da promotoria, representando cada um dos oficiais que devem depor. Um policial, o condutor do cão, teve o benefício concedido, afirmando não saber que Winmar era aborígene nem temer cães, e dizendo não mudaria seu comportamento.
Os advogados dos pais de Winmar contestaram os pedidos, classificando-os como inadequados. O coroner decidiu manter a linha de análise e concedeu o certificado ao menos para o adestrador do cão, estabelecendo uma etapa no inquérito.
O inquérito, conduzido pela coroner Sarah Gebert, está previsto para durar duas semanas e continuará a abordar, entre outros pontos, a eventualidade de falhas policiais durante a abordagem. Os familiares de Winmar acompanham o processo em Melbourne.
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