- José Éder Lisboa, de 64 anos, morreu na Argentina por complicações da Síndrome de Guillain-Barré, segundo a Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav).
- Ele estava internado em um hospital municipal argentino, país para onde se mudou em 2024; antes morava em São Carlos, SP, e era adestrador de animais.
- Lisboa foi condenado a 14 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por cinco crimes ligados aos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
- A Asfav afirma que ele não participou das depredações, contestando a condenação, e cita relatório da ANTT alegando que ele era passageiro de ônibus que não participou dos atos.
- Com a morte dele, a entidade mantém a lista de oito condenados falecidos, criticando as penas do STF e afirmando a necessidade de atender às famílias.
José Éder Lisboa, de 64 anos, morreu na Argentina, vítima de complicações da Síndrome de Guillain-Barré. A informação foi divulgada pela Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav) na noite de sexta-feira (27). Lisboa era apontado como oitavo condenado pelos atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.
De acordo com a Asfav, Lisboa havia sido diagnosticado com Guillain-Barré no fim de 2023 e seguia internado em um hospital municipal na Argentina, para onde se mudou em 2024. Antes, morava em São Carlos (SP), com a esposa e a filha, e trabalhava como adestrador de animais.
Condenado a 14 anos pelo STF, ele respondia por cinco crimes relacionados aos ataques aos Três Poderes: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A advogada da Asfav, Carol Siebra, contestou a condenação, afirmando que Lisboa não participou das depredações. Ela disse à Gazeta do Povo que a ANTT indicou que ele era passageiro de um ônibus, o que não corresponde à realidade, e que haveria falhas na perícia da lista de passageiros.
Com a morte de Lisboa, a lista de condenados falecidos pela causa já soma oito nomes, incluindo Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, Éder Parecido Jacinto, Kleber de Freitas, Antônio Marques da Silva, Giovani Carlos dos Santos, Jony Figueiredo da Silva e José Fernando Honorato de Azevedo.
A Asfav mantém críticas às penas aplicadas pelo STF, alegando que seriam excessivas e violariam o devido processo legal. A advogada reforçou que o número de falecimentos entre os condenados reforça a necessidade de ver uma resposta que trate as famílias com dignidade.
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