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Moraes arquiva investigação contra governador do ES por falta de provas

Moraes arquiva investigação contra o governador Renato Casagrande por ausência de indícios mínimos de crime, partes ligadas ao desembargador seguem ao STJ

Segundo ministro do STF, não há prova concreta de que Casagrande tenha atuado com intenção de cometer irregularidades (Foto: Helio Filho/Governo do ES)
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  • Moraes arquivou a investigação contra o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, por falta de provas.
  • A citação ao governador veio de mensagens encontradas no celular do desembargador Macário Ramos Júdice Neto, preso na Operação Unha e Carne.
  • Os diálogos envolveram tentativa de viabilizar a candidatura de André Sampaio à prefeitura de Montanha e pedidos de celeridade na análise de um processo.
  • O ministro afirmou ausência de justa causa e de prova concreta de atuação do governador com irregularidades ou benefício ilícito a terceiros.
  • Os trechos relacionados ao desembargador foram encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça; a comunicação sobre o caso TH Joias continua sob apuração.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, arquivou a investigação contra o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). A decisão considerou a ausência de indícios mínimos de crime que justificassem a abertura de inquérito.

A citação do governador partiu de diálogos encontrados pela Polícia Federal no celular do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, preso na Operação Unha e Carne. O caso envolve suposto esquema de corrupção ligado ao ex-deputado TH Joias.

Casagrande aparece em mensagens tratando de um processo envolvendo André Sampaio, que buscava viabilizar sua eleição em Montanha (ES). Em uma conversa, o governador pediu rapidez na análise do caso, e, em outra, houve solicitação de cessão de assessor ao TRF-2, atendida pela equipe.

Operação Unha e Carne

A PF investiga suposto esquema de influência, venda de decisões judiciais e vazamento de informações sigilosas. No núcleo envolvendo Casagrande, a apuração aponta diálogo sobre favorecer interesses de uma candidatura.

A Polícia Federal indiciou, em 27 de fevereiro, cinco pessoas por possível repasse de informações à organização criminosa, entre elas TH Joias, Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, e o desembargador Macário Ramos Júdice Neto. Os investigados respondem por organização criminosa, tráfico de armas e drogas, corrupção e lavagem de dinheiro.

A decisão de Moraes encaminha os trechos envolvendo o desembargador ao STJ, instância competente para autoridades com foro. Casagrande afirmou, em nota, ter recebido a decisão com naturalidade, ressaltando que os diálogos eram institucionais e republicanos.

Com o arquivamento, o procedimento foi encerrado no que diz respeito ao governador. Os indicados no restante da investigação permanecem em apuração sob o âmbito da PF.

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