- O fugitivo José Éder Lisboa, condenado pelo STF a 14 anos de prisão, morreu na Argentina, segundo a Asfav.
- A condenação envolve crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada, com indenização mínima de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
- A associação informou que Lisboa fugiu para a Argentina, onde teria adoecido e faleceu após internação em hospital do país.
- Lisboa ficou sob monitoramento por tornozeleira eletrônica após escapar do Brasil; houve violação de cinta em maio de 2024 e tentativas de contato sem sucesso.
- A Justiça paulista pediu que o relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes, fosse avisado; Lisboa não compareceu a audiência em 27 de maio de 2024 e não foi localizado.
Um fugitivo ligado aos ataques de 8 de janeiro morreu na Argentina, segundo a Asfav (Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de janeiro). José Éder Lisboa, de 64 anos, estava condenado pelo STF a 14 anos em regime fechado, por crimes que incluem abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada. A cobrança de indenização mínima por danos morais coletivos ficou fixada em pelo menos R$ 30 milhões, com responsabilidade solidária.
A associação informou que Lisboa deixou o Brasil e passou a residir na Argentina. Segundo a entidade, ele ficou doente, foi internado em hospital no país vizinho e veio a falecer.
A senadora Damares Alves reagiu à notícia, expressando surpresa ao comentar a publicação da Asfav.
Contexto do caso
Em maio de 2023, o STF aceitou denúncia contra Lisboa e outros 200 investigados por atos antidemocráticos. O morador de São Carlos (SP) foi preso em flagrante em Brasília e encaminhado à prisão da Papuda, onde permaneceu até o julgamento.
Condições no processo e monitoramento
Durante o processo, Lisboa afirmou ter viajado a Brasília em uma van para atuar em apoio à atuação contra a suposta corrupção e contra a queixa de falta de transparência das urnas. Ele relatou ter acampado diante do Quartel-General do Exército e disse não ter danificado patrimônio público nem participado de invasões na Praça dos Três Poderes.
Após a prisão, foi liberado sob monitoramento com tornozeleira eletrônica. Em maio de 2024, a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo informou ao TJ-SP uma violação pelo rompimento da cinta, com tentativas de contato falhando.
A Justiça paulista comunicou ao relator do STF, ministro Alexandre de Moraes, que Lisboa não compareceu a audiência em 27 de maio de 2024 e não foi localizado por oficiais ou pelo cartório. A esposa afirmou não saber onde ele se encontra.
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