- O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, rejeitou pedido da CPI do Crime Organizado para manter a quebra de sigilo da Maridt Participações S.A., ligada ao ministro Dias Toffoli.
- Fachin admitiu que integra o quadro societário da Maridt, mas afirmou que a administração é feita por parentes.
- A empresa teve negócios com um fundo gerido pela Reag, ligada ao Banco Master, e a relação envolve o resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná, que era de propriedade da família Toffoli até fevereiro do ano passado.
- A CPI havia aprovado a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa.
- Gilmar Mendes anulou a decisão de aprovação da quebra; Fachin negou o pedido de suspensão da decisão, ressaltando não admitir suspensão de decisões de ministros do STF, salvo exceções.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, rejeitou nesta sexta-feira, 28, um pedido da CPI do Crime Organizado para manter a quebra de sigilo da Maridt Participações S.A. A empresa é ligada ao ministro Dias Toffoli, segundo a acusação apresentada à comissão.
Fachin explicou que integra o quadro societário da Maridt, mas afirmou que a administração é feita por parentes. A empresa teve negócios com um fundo gerido pela Reag, vinculada ao Banco Master, conforme a apuração da CPI.
A relação entre a Maridt e a Reag envolve o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). Até fevereiro do ano passado, a Maridt era uma das donas do empreendimento, segundo documentos citados na análise.
A CPI havia aprovado a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt. Gilmar Mendes anulou o ato de aprovação dessa quebra, levando a CPI a apresentar novo pedido de suspensão.
No entanto, Fachin afirmou que não é comum, nem admissível, suspender decisões proferidas por ministros do STF. O presidente reiterou que esse tipo de medida é excepcional e restringida, destacando que não há hierarquia entre ministros dentro da Corte.
Entre na conversa da comunidade