- Brasil pediu à Itália a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, após condenação do Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça.
- A Corte de Apelação italiana decidiu pela extradição, mas ainda cabe recurso antes da decisão final do governo italiano.
- Zambelli deixou o Brasil em maio, com passagem pelos Estados Unidos, e permanece foragida na Itália.
- Ela tem cidadania italiana e afirmou que prefere ser julgada na Itália, onde diz que provaria não ter envolvimento na invasão do CNJ.
- A Justiça italiana manteve a prisão durante o julgamento, devido ao risco de fuga, até o desfecho do processo de extradição.
A Justiça italiana decidiu pela extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, a pedido do Brasil. A Corte de Apelação da Itália afirmou favoravelmente à entrega e agora o assunto segue para a análise final do governo italiano, sem prazo definido para uma resposta.
Zambelli, que possui cidadania italiana, deixou o Brasil em maio e passou pelos Estados Unidos antes de chegar à Itália. Ela é considerada foragida da Justiça brasileira desde a fuga após a condenação do STF a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do CNJ.
Após a prisão na Itália, a defesa da ex-deputada pediu que o julgamento ocorra no país europeu, sustentando que poderia provar não ter envolvimento na infração. A Justiça italiana manteve a detenção durante o processo, alegando risco de fuga.
Situação processual
A extradição ainda pode ser contestada por meio de recursos no território italiano, antes da decisão final do governo. Não há prazo divulgado para o pronunciamento definitivo sobre o caso.
Contexto da condenação
O STF condenou Zambelli a 10 anos de prisão pelas acusações envolvendo invasão de sistemas do CNJ. A defesa afirma que não houve participação direta, e a ex-deputada aponta para o reconhecimento de sua cidadania italiana como fator relevante para o processo.
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