- Advogados do ICE forneceram informações falsas para justificar a prisão e detenção de milhares de pessoas que haviam participado de audiências em tribunais de imigração, segundo novos documentos judiciais.
- Procuradores federais afirmam que um memorando de maio do ano passado não autorizava aquelas prisões, mesmo tendo sido usado anteriormente para justificá-las.
- A revelação faz parte de uma ação movida pela New York Civil Liberties Union e outras organizações de direitos civis, contestando a estratégia de mirar pessoas que buscam regularizar o status ao deixarem os tribunais.
- A NYCLU disse que o ICE não apresentou fundamentação legal para as prisões, que ocorreram após audiências e resultaram em detenções mesmo com distância de centenas de milhas.
- Um advogado do ICE enviou e-mail ao escritório de Jay Clayton reconhecendo que o memorando não autorizava as detenções, e pediu desculpas pelo erro, ressaltando que não houve negligência da equipe.
OICE: advogados do Immigration and Customs Enforcement (ICE) foram acusados de apresentar informações falsas para justificar prisões de milhares de pessoas que tinham audiência em tribunais de imigração. A alegação aparece em documentos judiciais recém apresentados.
Segundo os novos autos, o governo citou um memorando de maio do ano passado para defender as detenções, mesmo não havendo autorização formal para tais prisões. A confirmação veio durante o andamento de uma ação movida por organizações de direitos civis.
A ação envolve a New York Civil Liberties Union (NYCLU) e outras entidades, que questionam a prática de prender pessoas que buscam regularizar a estadia nos EUA ao saírem das audiências. O processo tramita na Justiça federal em Nova York.
Implicações legais e respostas
Os advogados do NYCLU dizem que não houve base jurídica para as detenções, que teriam ocorrido mesmo após as audiências. A defesa sustenta que as prisões provocaram longas detenções, muitas a centenas de quilômetros das respectivas cidades.
Tomoko Onozawa, assistente do procurador dos EUA, reconheceu por e-mail ao tribunal que o memorando citado pelos investigadores “não autorizava” as prisões. A mensagem relata arrependimento pela descoberta e ressalta que o erro não foi causado por negligência.
A revelação pode impactar o andamento do processo e reacender questionamentos sobre a atuação do ICE em operações de imigrantes. O caso segue sob análise do juiz federal Kevin Castel, em Nova York.
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