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Advogados do ICE teriam usado dados falsos para justificar detenções em massa

Documentos judiciais revelam que advogados da Agência de Imigração usaram memo sem autorização para justificar prisões de milhares de pessoas em audiências de imigração

US border patrol agents in Minneapolis, Minnesota, on 8 January 2026.
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  • Advogados do ICE forneceram informações falsas para justificar a prisão e detenção de milhares de pessoas que haviam participado de audiências em tribunais de imigração, segundo novos documentos judiciais.
  • Procuradores federais afirmam que um memorando de maio do ano passado não autorizava aquelas prisões, mesmo tendo sido usado anteriormente para justificá-las.
  • A revelação faz parte de uma ação movida pela New York Civil Liberties Union e outras organizações de direitos civis, contestando a estratégia de mirar pessoas que buscam regularizar o status ao deixarem os tribunais.
  • A NYCLU disse que o ICE não apresentou fundamentação legal para as prisões, que ocorreram após audiências e resultaram em detenções mesmo com distância de centenas de milhas.
  • Um advogado do ICE enviou e-mail ao escritório de Jay Clayton reconhecendo que o memorando não autorizava as detenções, e pediu desculpas pelo erro, ressaltando que não houve negligência da equipe.

OICE: advogados do Immigration and Customs Enforcement (ICE) foram acusados de apresentar informações falsas para justificar prisões de milhares de pessoas que tinham audiência em tribunais de imigração. A alegação aparece em documentos judiciais recém apresentados.

Segundo os novos autos, o governo citou um memorando de maio do ano passado para defender as detenções, mesmo não havendo autorização formal para tais prisões. A confirmação veio durante o andamento de uma ação movida por organizações de direitos civis.

A ação envolve a New York Civil Liberties Union (NYCLU) e outras entidades, que questionam a prática de prender pessoas que buscam regularizar a estadia nos EUA ao saírem das audiências. O processo tramita na Justiça federal em Nova York.

Implicações legais e respostas

Os advogados do NYCLU dizem que não houve base jurídica para as detenções, que teriam ocorrido mesmo após as audiências. A defesa sustenta que as prisões provocaram longas detenções, muitas a centenas de quilômetros das respectivas cidades.

Tomoko Onozawa, assistente do procurador dos EUA, reconheceu por e-mail ao tribunal que o memorando citado pelos investigadores “não autorizava” as prisões. A mensagem relata arrependimento pela descoberta e ressalta que o erro não foi causado por negligência.

A revelação pode impactar o andamento do processo e reacender questionamentos sobre a atuação do ICE em operações de imigrantes. O caso segue sob análise do juiz federal Kevin Castel, em Nova York.

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