- Integrantes do STF próximos a Alexandre de Moraes defenderam a concessão de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro, em conversas ao longo de cerca de dez dias.
- Pelo menos dois ministros disseram que, com o agravamento da saúde do ex-presidente, mantê-lo na Papudinha sob monitoramento médico completo apresentaria risco desnecessário a Moraes.
- Eles ressaltaram que a pneumonia alterou o quadro clínico e recomendariam maior cautela, inclusive para evitar instrumentalização política do tribunal.
- O contexto é o desgaste recente do STF e de Moraes decorrente da crise do caso Master, embora o assunto não tenha sido citado diretamente nas conversas.
- Moraes concedeu a prisão domiciliar humanitária ontem, listando 206 atendimentos médicos, três visitas diárias, acompanhamento de fisioterapeuta, psicólogos e visitas familiares; há possibilidade de revisão em noventa dias; Bolsonaro tem 71 anos.
Nos últimos dez dias, ministros do STF próximos a Alexandre de Moraes defenderam a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa partiu de interlocutores da corte ligados ao magistrado.
Pelo menos dois colegas do ministro atuaram para convencer Moraes de que o benefício seria adequado diante da deterioração do estado de saúde do ex-presidente. As reuniões ocorreram em privado e com duração farta.
De acordo com relatos, a sustentação baseou-se no agravamento do quadro de saúde de Bolsonaro, com pneumonia recente, o que, segundo os interlocutores, eleva riscos da permanência em prisão preventiva ou de regime fechado. O local citado para o monitoramento é a Papudinha, em Brasília.
Os ministros argumentaram ainda que, até então, a prisão de Bolsonaro se apoiava em laudos médicos anteriores, mas a nova condição clínica justificaria maior cautela. A ideia era evitar que o STF seja instrumentalizado politicamente por repercussões de saúde no curto prazo.
O contexto inclui o desgaste recente do STF e de Moraes em meio à crise provocada pelo caso Master, embora esse episódio não tenha sido citado nas conversas. Um dos ministros enfatizou a tentativa de evitar nova polêmica que aumente ataques políticos à corte.
No dia 24, Moraes concedeu a prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro. O despacho detalhou os privilégios e cuidados durante o cumprimento da medida, destacando 206 atendimentos médicos e três visitas diárias.
A decisão também listou acompanhamento contínuo com fisioterapeuta, psicólogos e visitas familiares liberadas. Moraes deixou a possibilidade de revisão do benefício em 90 dias, prazo apontado pela literatura médica como o mínimo para recuperação de pneumonia em idosos. Bolsonaro tem 71 anos.
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