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Geórgia: fiança de US$1 para mulher acusada de assassinato por pílulas abortivas

Justiça da Geórgia fixa fiança de 1 dólar para mulher acusada de homicídio por uso de pílulas abortivas, sob lei que proíbe aborto após batimento cardíaco

A clinic’s staff member prepares mifepristone, the first pill in a medical abortion, for a patient in Carbondale, Illinois, in April 2024.
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  • Um juiz da Geórgia fixou fiança de $1 para Alexia Moore, mulher de 31 anos, acusada de homicídio por supostamente usar pílulas abortivas para terminar uma gravidez.
  • Moore foi presa em Savannah, no início do mês, com base em uma lei de 2019 que proíbe abortos após detecção de atividade cardíaca embrionária.
  • A promotoria a acusa de homicídio depois de determinar, com base em informações médicas, que a gravidez já estava além de seis semanas e o feto tinha batimento cardíaco.
  • O juiz afirmou que a charge de homicídio com intenção maliciosa é “problemática” e expressou dúvidas sobre a viabilidade de uma condenação.
  • Mesmo com a fiança, Moore ainda precisa ser indiciada por um grand jury para que a acusação de homicídio possa avançar.

Alexia Moore, de 31 anos, teve fiança fixada em 1 dólar por um juiz da Geórgia, em Savannah, em decisão ligada a acusações de homicídio. A mulher é acusada de ter usado comprimidos abortivos para terminar uma gravidez, segundo a investigação.

Moore havia sido presa no início de março, em Camden County, após mandato que remete a uma lei estadual de 2019. A legislação proíbe abortos depois que é detectado o batimento cardíaco do embrião.

O caso é citado como uma das primeiras a envolver uma mulher acusada de terminar uma gravidez desde a aprovação da lei que criminaliza o aborto após seis semanas, com responsabilização de médicos e hospitalares. A promotoria não pediu aumento da fiança.

Durante a audiência de fiança, o juiz Steven Blackerby descreveu a acusação de homicídio como “extremamente problemática” e indicou dúvidas sobre a possibilidade de condenação por homicídio premeditado. Moore ficou detida até a liberação nesta semana.

Moore recebeu a liberdade mediante o pagamento de 2.001 dólares, com 1 dólar referente à acusação de homicídio e 1.000 dólares para duas acusações relacionadas a drogas. A acusação ainda precisa de indiciamento por um grand jury para prosseguir com o processo.

Segundo registros judiciais, Moore procurou atendimento hospitalar em dezembro, alegando dor abdominal e informando ter tomado misoprostol, utilizado em abortos medicamentoso, junto com oxicodona. A equipe médica estimou que a gravidez tinha entre 22 e 24 semanas na ocasião.

Don Plummer, representante da Georgia Public Defender Council, afirmou que a decisão mostra a importância de avaliar fatos e salvaguardar direitos. A promotoria, representada por Don Higgins, não contestou a fiança na audiência.

Fontes: The Associated Press contribuiu com a cobertura; veículos locais como The Current também acompanharam o caso, citando familiares e autoridades envolvidas.

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