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Live expõe mentira de Stephen McCullagh e homicídio de namorada grávida

Para encobrir o homicídio da namorada grávida, ele gravou uma sessão de jogo como álibi ao vivo, mas foi condenado pelo júri

Natalie McNally did marketing for the public transport provider Translink and was looking forward to becoming a mother.
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  • Stephen McCullagh planejou um álibi audacioso para escapar de um homicídio: gravou uma live de seis horas jogando Grand Theft Auto para parecer que estava em casa, em Lisburn, no dia 18 de dezembro de 2022.
  • Enquanto a gravação ocorria, ele viajou até Lurgan, em Condado de Armagh, e matou a namorada grávida, Natalie McNally, com golpes na cabeça, estrangulamento e facadas no pescoço.
  • A promotoria descreveu o plano como “sofisticado, calculado e frio”, mas o júri o considerou culpado de homicídio no julgamento de cinco semanas no tribunal de Belfast.
  • McCullagh negou o crime; a defesa alegou motivos financeiros para ganhar audiência com a história, enquanto a acusação destacou que ele mentiu repetidamente.
  • Natalie McNally, 32 anos, trabalhava com marketing para a Translink e aguardava a maternidade; familiares e amigos prestaram homenagens na viúva, enquanto a vida pública de McCullagh como criador de conteúdo foi questionada durante o caso.

O caso envolvendo a morte de Natalie McNally, em Lisburn, Irlanda do Norte, chegou ao fim com a condenação de Stephen McCullagh por assassinato. O réu planejou uma farsa de alibi ao gravar uma sessão de seis horas jogando Grand Theft Auto, para parecer que estava em casa na noite do crime. Em vez disso, ele viajou para Lurgan e matou a namorada, grávida, em 18 de dezembro de 2022.

Segundo o inquérito, McCullagh já havia demonstrado comportamento controlador com relacionamentos anteriores. Durante o relacionamento com McNally, ele foi descrito como possessivo, numa relação iniciada após se conhecerem em uma rede social. A acusação sustentou que ele planejou a morte de forma meticulosa para enganar a polícia e o público.

O júri do Belfast Crown Court sentenciou McCullagh, de 36 anos, a life imprisonment após um julgamento de cinco semanas. A promotoria alegou que ele mentiu repetidamente para a vítima, a família e a polícia, impedindo que se apresentasse como testemunha.

A promotoria descreveu o plano como sofisticado e frio, com a intenção de usar o livestream pré-gravado como desculpa para estar ausente da residência de Lisburn na hora do crime. A defesa argumentou haver dúvida razoável e citou possíveis motivações de obtenção de audiência, mas o tribunal não acatou.

Natalie McNally tinha 32 anos, trabalhava na Translink e sonhava em se tornar mãe. Ela era lembrada pela família como pessoa gentil e independente, com diabetes tipo 1 desde a infância. O casal havia começado a namorar em agosto de 2022 após se conhecerem pelo Bumble.

Relatórios da investigação indicam que McCullagh voltou para Lisburn após o crime, em taxi, e mais tarde deixou o telefone em casa dos familiares de McNally, retornando para buscar o aparelho. A análise dos computadores dele mostrou que o suposto livestream havia sido gravado previamente.

A defesa negou as acusações de homicídio, defendendo que as provas eram circunstanciais e que poderiam haver dúvidas razoáveis sobre o caso. O juiz responsável, Kinney, conduziu o veredito mantendo o peso das evidências apresentadas pela acusação.

As autoridades destacaram que o julgamento expôs as etapas do plano de McCullagh, incluindo a gravação anterior da sessão de jogos e a tentativa de usar o vídeo como desculpa para permanecer em casa. O veredito encerrou o debate sobre a culpa em relação ao assassinato.

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