- Começa nesta segunda-feira, 23, às 9h, no 2º Tribunal do Júri do Rio, o julgamento do caso Henry Borel.
- Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021 no apartamento da Barra da Tijuca; laudo do IML apontou 23 lesões por violência.
- Os réus são Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho). Jairinho responde por homicídio qualificado e Monique por omissão de socorro, conforme o Ministério Público do Rio de Janeiro.
- A defesa de Jairinho recorreu da cassação de seu mandato, mas a 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio negou o pedido em 6 de junho de 2024.
- Manifestação de entidades ligadas aos direitos de crianças e adolescentes está marcada para as 8h, em frente ao Fórum Central, Praça 15.
O caso Henry Borel entra, nesta segunda-feira (23), no 2º Tribunal do Júri do Rio, com o início do julgamento a partir das 9h. Depois de cinco anos de trâmites e recursos, Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, serão submetidos a júri popular pela morte da criança de 4 anos na Barra da Tijuca, em março de 2021.
Henry chegou a ser levado a um hospital particular, onde os pais alegaram acidente doméstico. A necropsia confirmou 23 lesões decorrentes de violência e apontou hemorragia interna. A Polícia Civil concluiu que ele sofreu torturas praticadas pelo padrasto, com a mãe ciente das agressões.
Os dois réus foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Jairinho responde por homicídio qualificado e Monique por homicídio por omissão de socorro, com acusações de ter assegurado proteção inadequada à vítima.
Prisão e recursos
A defesa de Jairinho recorreu da cassação de seu mandato de vereador, buscando reaver o cargo. Em 6 de junho de 2024, a 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio negou o recurso de forma unânime.
A decisão destacou que instâncias penal, civil e administrativa são independentes e que fatos podem gerar responsabilidades distintas. O pai da vítima, Leniel Borel, atua como assistente de acusação e reforça a busca por justiça desde então.
Leniel descreveu a dor pela demora e pela necessidade de tornar pública a verdade sobre o que ocorreu com Henry. Ele pediu aos jurados que considerem a brutalidade do crime em um caso que envolve uma criança.
O relato de Leniel também incluiu críticas ao papel de Monique Medeiros, apontando que a mãe teria conhecimento das agressões sem agir, segundo a visão da acusação. A defesa não se manifestou neste momento sobre esse ponto específico.
Manifestação programada
A partir das 8h, entidades de defesa dos direitos de crianças e adolescentes vão realizar um ato em frente ao Fórum Central, na Praça 15, em apoio à família da vítima e ao andamento do processo. A mobilização ocorre antes do início do júri.
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