- Nesta segunda-feira, 23, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes formalizou o fim da investigação contra o padre José Eduardo de Oliveira e Silva.
- A Polícia Federal indiciou o padre por suposto envolvimento na trama golpista, mas a Procuradoria-Geral da República não denunciou o padre ao STF.
- A defesa pediu o arquivamento por excesso de prazo e violação à duração razoável do inquérito; a PGR defendeu que já analisou os elementos e que o feito está arquivado em relação ao requerente.
- Moraes considerou prejudicada a solicitação da defesa, com base na manifestação da PGR, e atestou o arquivamento do inquérito em relação ao padre.
- Segundo a PF, o padre participou de uma reunião com o então presidente Jair Bolsonaro para tratar de tratativas com militares de alta patente sobre a instalação de um regime de exceção, e repassou via WhatsApp uma “oração ao golpe” pedindo a inclusão de nomes de militares na trama.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes formalizou nesta segunda-feira 23 o fim da investigação contra o padre José Eduardo de Oliveira e Silva, indiciado pela Polícia Federal por suposto envolvimento na trama golpista. O andamento ocorreu no âmbito do STF, em Brasília.
Apesar do indiciamento pela PF, a Procuradoria-Geral da República não denunciou o padre ao STF. A defesa pediu o arquivamento da apuração por excesso de prazo e violação à duração razoável do inquérito. Em parecer ao Supremo, a PGR defendeu reconhecer a perda de objeto do pedido, afirmando que já analisou os elementos apresentados pela PF e decidiu não denunciar o indiciado.
Moraes, ao receber o parecer, julgou prejudicada a solicitação da defesa diante da manifestação da PGR, atestando o arquivamento do inquérito em relação ao padre. A PF havia indiciado José Eduardo de Oliveira e Silva no fim de 2024 por suposto convite a fiéis para questionar a legitimidade das eleições de 2022, por meio de discursos golpistas.
Após a decisão, a defesa do padre celebrou o fim da apuração. Afirmou que, caso tivesse havido observância das normas, seriam evitadas mensagens infundadas e agressivas propagadas por mídia ou terceiros contra o religioso.
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