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ICC avalia parecer jurídico que critica relatório ONU sobre o promotor Karim Khan

Tribunal Penal Internacional analisa parecer jurídico que contesta relatório da ONU sobre Karim Khan, com possibilidade de medidas disciplinares

Karim Khan has consistently said he did not do anything that could be regarded as abusive or inappropriate.
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  • O órgão dirigente da Corte Penal Internacional (CPI) deve se reunir na segunda-feira para avaliar o parecer de um painel de juízes sobre as conclusões da investigação envolvendo o procurador-chefe Karim Khan.
  • A apuração da Organização das Nações Unidas (ONU) indicou ter base factual para acusações de conduta imprópria contra Khan, que é acusado de abuso sexual por uma denunciante.
  • O painel de três juízes apresentou um relatório de 85 páginas, dizendo que as evidências não demonstram, com o padrão de “além de dúvida razoável”, que houve má conduta.
  • Os juízes criticaram a metodologia da ONU, apontando inconsistências entre depoimentos e a ausência de confrontamento direto entre testemunhas.
  • O desfecho depende da posição dos Estados-membros; Khan pode ser exonerado ou enfrentar medidas disciplinares, incluindo possível remoção do cargo, dependendo do envio político.

O Conselho de governança do Tribunal Penal Internacional (TPI) deve se reunir nesta segunda-feira para analisar o parecer de um painel de juízes que questiona as conclusões de uma investigação sobre o procurador-chefe Karim Khan. A apuração da ONU, feita no ano passado, apontou indícios de conduta inadequada que teriam relação com um caso de abuso sexual envolvendo Khan, que está suspenso.

O painel, formado por dois homens e uma mulher, produziu um relatório de 85 páginas ao examinar as evidências e verificar se as alegações alcançavam o padrão de prova além de dúvida razoável. Os juízes concluíram que a investigação da ONU não comprovou conduta inadequada nem violação de deveres, sob o marco legal aplicável.

Base legal e metodologia

O parecer critica a metodologia da auditoria da ONU, afirmando que não resolveu contradições entre versões de testemunhas e da vítima. A avaliação foi estritamente técnica e não envolveu confronto direto entre testemunhas, conforme o relatório visto pela imprensa.

Os juízes indicaram que as evidências apresentadas eram conflitantes e, em muitos pontos, não permitiram determinações factuais conclusivas. O documento sustenta que as conclusões da ONU não estabeleceram a verdade em aspectos críticos das alegações.

Reação e próximos passos

Khan sustenta que não cometeu abuso ou conduta inadequada. Ele está afastado desde maio do ano anterior. A decisão final sobre possíveis sanções depende da posição de estados-membros do ICC, que podem aprovar medidas disciplinares, inclusive a destituição.

O presidente da assembléia de Estados-partes do ICC, Päivi Kaukoranta, informou que o processo disciplinar continua confidencial. Não houve decisões até o momento, e não se deve atribuir peso à especulação midiática.

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