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Dallagnol avisou PGR em 2016 sobre ligações entre Toffoli e Tayayá

Dallagnol avisou Janot, em 2016, que Toffoli seria sócio oculto do resort Tayayá, episódio que alimentou a crise de credibilidade do STF

Diálogos vazados da operação Lava Jato mostram que, há 10 anos, Dallagnol já suspeitava de negócios de Toffoli. (Foto: Antonio Augusto/STF)
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  • Em julho de 2016, o então procurador Deltan Dallagnol avisou a PGR, por meio do chefe de gabinete Eduardo Pellella, que havia indícios de que o ministro Dias Toffoli seria sócio oculto do resort Tayayá, em Ribeirão Claro.
  • A mensagem foi divulgada pelo jornal O Globo e confirmada pela Gazeta do Povo; Pellella respondeu com “Opa!!!”.
  • Dallagnol se ofereceu para alimentar o gabinete de Janot com informações de inteligência, propondo acessar fontes para contribuir com a investigação.
  • Os diálogos da Lava Jato, conhecidos como Vaza Jato, foram divulgados pela Folha de S. Paulo e The Intercept e influenciaram a decisão do STF de anular condenações de Lula, citando parcialidade de Sérgio Moro.
  • Toffoli deixou o caso Master após a PF pedir suspeição, ligado ao resort Tayayá; o STF afirmou a legalidade da atuação de Toffoli, que pediu afastamento, e o caso seguiu para o gabinete de André Mendonça.

Deltan Dallagnol, então procurador da República, informou em julho de 2016 ao então chefe de gabinete de Rodrigo Janot, Eduardo Pellella, sobre indícios de que o ministro Dias Toffoli, do STF, poderia ser sócio oculto de um resort chamado Tayayá, localizado em Ribeirão Claro. A comunicação foi obtida pelo jornal O Globo e confirmada pela Gazeta do Povo.

A mensagem encaminhada dizia que Toffoli seria sócio oculto do primo, José Eugênio, no Tayayá. Pellella respondeu de forma abreviada com uma resposta de surpresa.

Pouco tempo depois, Dallagnol ofereceu-se para repassar informações de inteligência ao gabinete de Janot, sugerindo que poderia contribuir com dados relevantes a partir de fontes externas.

Desdobramentos da Lava Jato

Os diálogos da Lava Jato ganharam ampla exposição com o material conhecido como Vaza Jato, originado de invasões de contas no Telegram de autoridades ligadas à investigação. As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo e pelo The Intercept, levando o STF a reconhecer parcialidade do então juiz Sergio Moro e a anular as condenações de Lula.

O caso trouxe à tona a atuação de Walter Delgatti Neto, criminoso preso por invasão de sistemas do CNJ, que, segundo investigações, recebeu apoio financeiro de terceiros. Delgatti também é apontado como responsável pela operação que ajudou a suposta prisão do ex-presidente Lula. Carla Zambelli enfrenta processo de extradição na Itália após ter sido condenada em casos relacionados.

Toffoli, Tayayá e a sequência do caso

Dias Toffoli deixou o caso Master depois que a Polícia Federal solicitou sua suspeição, com base em diálogos entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro. A relação entre os interlocutores tinha como elo o resort Tayayá, onde haveria ligação societária mencionada nas comunicações.

Como resposta à polêmica, o STF afirmou a legalidade da atuação de Toffoli, mas informou que o magistrado solicitou afastamento do caso. O processo foi redistribuído para o gabinete de André Mendonça, em novo sorteio.

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